Assisti na última quinta-feira Thor, filme que conta a história do Deus nórdico do trovão, personagem clássico da Marvel. Eu, como bom nerd que sou, acompanhei o filme com uma visão já preconcebida do personagem, e posso afirmar: Thor é um filme foda. Pretendo nessa pequena crítica abordar um pouco dos pontos que, a meu ver, são pontos fortes e fracos.
Pontos forte
História simples:
A história do filme é simples. Thor,
príncipe de Asgard, filho primogênito de Odin, deus do trovão. Ser tudo isso deixou o rapaz um pouco arrogante e cheio de si. Para ensiná-lo a ser mais humilde, Odin – Pai de todos o bane para a Terra. O roteiro fica na medida, nada tão complexo que pessoas que não conhecem o personagem deixem de entender e nem muito raso.
Boas atuações:
Praticamente todos os atores e atrizes tem boas atuações, méritos do bom diretor Kenneth Branagh. Anthony Hopkins é Odin, o papel lhe cai perfeitamente. Tom Hiddleston, além de ser muito parecido fisicamente com Loki, o interpreta muito bem, a gente chega até a simpatizar com ele, como convém ao deus da trapaça. Jaimie Alexander como Lady Sif, maravilhosa (eu casava com essa mulher).
Cenas de ação na medida certa:
Quem não está habituado com o Universo Marvel,
não conhece o nível de poder do Thor. É difícil encontrar outro personagem que posso fazer frente a ele, e é mais ou menos isso que observamos no filme. Enquanto os guerreiros de Asgard suavam para derrotar os gigantes de gelo e sofriam para sobreviver ante ao Destruidor, o deus do trovão acabou facilmente com todos os gigantes destruindo todo o local inclusive e destrói totalmente o Destruidor. Thor destrói a bifrost! O cara é foda.
Asgard:
Asgard, lar dos deuses nórdicos está muito bem representada. Os efeitos digitais estão bons, o figurino na medida certa. A Ponte-do-Arco-Íris ficou muito boa, sem parecer um monumento ao orgulho gay (nada contra). Quisera Odin que o filme todo se passasse lá.
Referências nerds:
Referências nerds são praticamente obrigatórias em um filme de quadrinhos. E no filme do Thor temos algumas bastante interessantes. Sem sombra de dúvidas, a mais interessante é a presença de Clint Barton, o Gavião Arqueiro, muito embora sua participação seja mínima. As referências ao Doutor Bruce Banner e a Donald Blake também são bem interessantes. Mas foi a cena pós-créditos (aquela que só nerds de verdade esperam pra ver) que foi a referência-mor. Não vou contar qual foi e obrigar as duas pessoas que lerem esse post a esperar no cinema até o fim dos créditos.
Pontos Fracos
Ritmo meio corrido:
Em alguns momentos o ritmo da história pareceu meio corrido. A conversão de Thor de um enorme babaca para um príncipe compassivo foi extremamente rápida. Não sei até que ponto isso é justifícavel pelo remorso dele pela perda do pai.
Falta de um desafio maior:
Thor é extremamente poderoso, eu já disse isso. Por esse motivo, é muito difícil encontrar um vilão que represente de fato um desafio a ele. (Surtur quem sabe)
Ausência de alguns personagens
Alguns personagens de Asgard deveriam ou poderiam estar presentes na película. O mais importante com certeza é Balder,
atual governante de Asgard no quadrinhos e um personagem muito foda. Também gostaria de ter visto Encantor, mesmo que fosse apenas uma referência, sendo ela uma das mais antigas vilãs do personagem.
Em resumo, Thor é um ótimo filme, com uma história redonda e que cumpre bem seu papel. Uma boa introdução da Marvel ao vindouro filme dos Vingadores.
Nota: 8,5
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Eu vi: Thor
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Sobre a Lua, cortes de cabelo e ingenuidade II
E depois de um grande hiato nas postagens (culpa de minha vida atribulada) retorno com minhas divagações acerca da gravidade. Como discutimos anteriormente, Newton
lançou os alicerces do nosso entendimento sobre o tema, mas ainda faltava entender o que de fato era essa força chamada gravidade. Afinal, parece algo impalpável, quase místico, uma força invisível que permitia aos corpos atraírem uns aos outros. Coube a um modesto funcionário público de segundo escalão chamado Albert Einstein jogar um pouco de luz na questão.
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Como qualquer um sabe hoje em dia (ou pelo menos deveria) vivemos em um universo tetradimensional. Além das tradicionais dimensões espaciais (comprimento, largura e altura), temos o tempo, formando o assim chamado espaço-tempo. Foi Einstein quem postulou que os corpos deformam esse espaço-tempo. Podemos visualizar isso de forma bastante simples se imaginarmos uma folha de cartolina totalmente estirada. Ao colocarmos uma bola de borracha (ou um objeto qualquer) no centro dessa folha ela se deformará.
Todos os corpos de nosso universo agem dessa maneira, e essa deformidade no espaço é que causa a gravidade. De forma lógica, corpos mais massivos deformam mais o espaço e possuem maior gravidade. Da mesma forma, quanto mais próximos dois corpos se encontram, maior a deformidade que causam um ao outro. Sendo uma propriedade do espaço-tempo, a gravidade acaba influenciando qualquer corpo que tenha massa, mesmo que desprezível. Dessa forma, nem mesmo a luz pode escapar de sua influência, como Einsten bem demonstrou.
Nos próximos capítulos (sim, eu estou com preguiça de terminar tudo agora) calcularemos a força gravitacional entr diverosos corpos e entenderemos melhor a forma com a qual a Lua interage (ou não) com nossas vidas.
Até a próxima!
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Sexta Rock #26 - Como estragar Led Zeppelin
Tirando o vocal sofrível, eu até agora não entendi quem é o sujeito que em alguns momentos balbucia ao fundo da música, nem mesmo porque motivo ele faz isso. Como se não bastasse ainda emendam uma música ridícula logo depois...
Mas para não traumatizar meus leitores, veja a original e infinitamente superior versão:
sexta-feira, 25 de março de 2011
Sexta Rock #25 – Mesmas músicas, abordagens distintas #4
1. Mama – versão original: Genesis; Cover: Angra
Tecnicamente as versões são bem semelhantes. A original, do Genesis, é mais “elegante” e a do Angra tem um pouco mais de peso. Os vocais do cover ficaram muito bons, mas é no estúdio, se é bom assim ao vivo são outros quinhentos…
2.Dream On – versão original: Aerosmith; Cover: Dio
Uma das canções clássicas do Aerosmith, na época que eles produziam grandes obras. Steve Tyler em sua melhor forma, grandes vocais. Com Dio na voz a música fica ainda melhor.
De qualquer forma nada poderia ser pior que essa
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Sexta Rock #24 Baladas #2
Obs: O post saiu meio atrasado dessa vez. Talvez devessemos chamar de sábado rock, sei lá...
1. Stairway to Heaven - Led Zeppelin
Um dos maiores hinos do Rock. Tem um solo de guitarra considerado por muitos como o melhor de todos. Uma letra extremamente contemplativa. Só poderia ser uma música do Led.
2. Wish You Were Here - Pink Floyd
Sempre que eu ouço essa canção eu me espanto com a qualidade técnica que o Pink Floyd tinha. Talvez uma das bandas mais técnicas e completas que eu tenha tido a felicidade de ouvir.
3. Always - Bon Jovi
Eu não sou muito fã de Bon Jovi, mas essa é uma das únicas músicas que eu curto. O clipe pode parecer meio trágico, mas a letra é até mais. Vale a pena ouvir, é uma balada bastante conhecida.
4. November Rain - Guns'n'Roses
Sinceramente, não curto muito Guns, não gosto muito dos vocais. Apesar disso, acho essa música razoável. Como ela tem certa importância para o rock decidi colocá-la aqui. Destaque para o Solo de guitarra.
5. Can't Stop Loving You - Van Halen
Caras essa música é um verdadeiro hino. Tenho certeza que mesmo aqueles que defecam e se locomovem para Van Halen ou rock em geral já escutaram. Aproveitem!
Bom mamíferos dotados de um polegar oponível, por hoje é só.
Que o satélite lhe seja leve!
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Sobre a Lua, cortes de cabelo, marés e ingenuidade I
Meses atrás, ouvi algumas colegas minhas discutindo a suposta ação de nosso satélite natural (a Lua para quem não sabe) sobre ações do nosso cotidiano, como crescimento capilar, partos e marés. Segundo elas, a mesma força seria responsável por possibilitar tanto o efeito maré quanto apressar partos e acelerar o crescimento dos cabelos. Quem me conhece sabe que eu não perco uma boa (mesmo que fácil, como esse é o caso) discussão, mas me decepcionei quando percebi que a força de um mito é muito grande, insensível à argumentações lógicas. Por isso, decidi retomar os post explicativos do blog com uma série sobre a gravidade. Assim aproveito para explicar o motivo pelo qual a Lua não interfere nem no seu corte de cabelo nem em sua personalidade ou qualquer outro aspecto insignificante como esses.
Em primeiro Lugar, o que é gravidade?
Segundo a “mitologia científica” (sim, eu acabei de inventar isso), em uma tarde comum Sir Isaac Newton repousava tranquilamente sob a sombra de uma macieira quando uma impiedosa maçã atingiu o topo de seu crânio. Qualquer um de nós ficaria, triste, desmotivado, abatido, mas não esse homem! Newton teria, após esse fato ridículo terrível se indagado: “Por que motivo essa maçã caiu? O que atrai os objetos ao chão? Por que não posso flutuar? Onde jantarei à noite?”. Com a genialidade que lhe era peculiar, Newton descobriu uma das Teorias científicas mais poderosas de todos os tempos, a Gravitação Universal. Claro, a historinha é provavelmente falsa, temos que considerar a genialidade que Newton teve ao observar fatos simples do cotidiano e explicá-los juntamente com fatos muito mais abrangentes. Obviamente, Isaac não conseguiu tudo sozinho. Como ele mesmo disse, estava sobre ombros de gigantes, no caso sobre o os ombros de Kepler, que já havia enunciado suas leis do movimento planetário. Isaac Newton demonstrou que essas mesmas leis se aplicam também a objetos na Terra.
Mas é possível medir a gravidade?
Existe uma fórmula mãgica bem simples pra isso: F = G.Mm/d2
onde:
F = intensidade da força gravitacional
G = constante de gravitação universal (que é igual a 6,67.10-11.Nm2/kg2 )
M e m = massa dos corpos em questão
d = distância entre os corpos
Com base nessa fórmula e conhecendo as massas de dois corpos quaisquer e sua distância, podemos calcular com facilidade a intensidade da sua interação gravitacional. Podemos tirar algumas conclusões com base nessa pequena fórmula.
- A interação gravitacional é diretamente proporcional à massa dos corpos. Isso fica claro pela disposição delas no numerador da fração e na prática quer dizer que, quanto mais massa os corpos tiverem, maior será a atração gravitacional.
- A interação gravitacional é inversamente proporcional à distância dos corpos. Percebemos isso em virtude dessa variável se encontrar no denominador da fração. Em termos práticos, significa que quanto mais ditantes dois corpos se encontram, menor é a interação entre eles.
Bem primatas, por hoje é só. Semana que vem falaremos mais sobre a gravidade, como Einstein contribui para que entendéssemos o que ela de fato é e calcularemos um pouco.
Até.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Sexta Rock #23. Jovem Guarda #1
A Jovem Guarda foi um movimento musical brasileiro que aconteceu lá pelos meados de 1960. Podemos dizer que foi um momento alegre da música, mais especificamente do rock nacional, com letras bastante descompromissadas. Então não, você dificilmente encontrará letras de protesto social aqui
A Jovem Guarda imortalizou grandes nomes da música tupiniquim como Erasmo Carlos, Eduardo Araújo e é claro, o na minha opinião superestimado Roberto Carlos. Falando no Rei
Eu particularmente não morro de amores por essa fase de nossa música, mas aprecio o seu valor histórico. Muitas das canções são literalmente cópias de canções estrangeiras, só trocando a letra (em breve um post sobre isso), o que acaba diminuindo o pouco o valor. Mas nem dá pra reclamar muito, quando me recordo que hoje temos "grandes músicos" (o que seria da ironia sem as aspas) como os das bandas Restart e
Bem, o objetivo dessa postagem é relembrarmos um pouco dessa época de um rock ingênuo, porém bastante legal.
1. Eduardo Araújo - Ele é o Bom
Minha música favorita, acho que ela representa bem o período, bem despojada. Umas das melhores vozes da Jovem Guarda.
2. Eu sou Terrível - Roberto Carlos
Aqui vemos Roberto Carlos em sua melhor forma, sem aquelas letras melosas e aquelas frescuras com cores que ele carrega hoje. Uma música com uma batida bem leve e bem legal. Cena extraída de um dos filmes do "rei".
3. O Calhambeque - Roberto Carlos
Uma das músicas mais leves e divertidas de Robert Charles. Encarna bem a dinâmica da época e de quebra ainda referencia outras canções de seu tempo.
4. A última canção - Paulo Sérgio
Não só de musiquinhas alegres vivia a Jovem Guarda. Paulo Sérgio (que tinha uma voz muito boa, diga-se) personifica o homem enganado em "a última canção". Prova de que músicas dor de cotovelo são atemporais.
5. Te Amo - Wanderléa
A "Ternurinha", como era chamada (não me pergunte o motivo), foi provavelmente a voz feminina mais importante do período. Juntamente com Roberto e Erasmo formou as três vozes mais conhecidas e influentes da sua geração.
