sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Eu li: Filhos do Éden: Herdeiros de Atlântida

Filhos do Eden

Em seu segundo livro, Eduardo Spohr volta ao universo dos anjos, contando a história de Kaira, uma ishim (casta de anjos que controlam os elementos naturais) perdida na Terra. Dois anjos são destacados para procura-la a ao querubim que a protegia, o ofanim Levih e o querubim Urakin. Grande parte da trama se passa contando como a dupla encontra a ishim e tenta fazê-la recordar de sua condição angelical e da missão a ela delegada pelo arcanjo Gabriel. Em sua contendam contam com a ajuda do querubim exilado Denyel, que abandona as hostes de Miguel para “passar” para o lado dos rebeldes.

Herdeiros de Atlântida é o primeiro livro de uma série que segundo o autor vai mostrar a guerra civil entre os dois irmãos (Miguel e Gabriel) sob um ponto de vista diferente, o dos capitães, anjos subalternos na disputa. E de fato, Herdeiros é uma obra distinta de A Batalha, sob muitos aspectos. Nessa crítica vou me concentrar nas semelhanças e diferenças entre essas duas obras que eu pude (com minha costumeira visão questionável) observar.

Personagens: Em A Batalha temos um personagem principal que é literalmente o esteriótipo do herói (e vivam os clichês). Ablon é o cara que tem moral ilibada e resolve tudo (em geral na porrada mesmo). Já Denyel é o oposto, o clássico anti-herói. Sabe aquele cara sacana que, mesmo quando faz o que é certo, usa os meios mais socialmente escusos? Então, é ele. Essa faceta da personalidade do anjo é tão explorada que chega a irritar em alguns momentos. Provavelmente Eduardo tentou afastar ao máximo seus dois personagens, contrapondo ao máximo as personalidades de Denyel e Ablon (que por sinal faz uma ponta).

Narrativa: Muito embora seja um pouco mais linear que seu antecessor, Herdeiros recorre também a flashbacks para explicar certos pontos da trama, mas principalmente para conectá-los. A narrativa é mais fluida que em A Batalha, a leitura fica mais rápida e mais fácil de digerir (talvez até demais).

Batalhas: Em Herdeiros, as batalhas são talvez menos técnicas se comparadas às batalhas solos de Ablon, mas nem por isso menos interessantes. Elas em geral se passam com menos combatentes, não vemos grandes exércitos. A cena que mais se assemelha a uma guerra é aquela na qual Urakin e Denyel enfrentam os demônios em Athea.

Previsibilidade: Não sei se o problema é comigo, mas em certos momentos achei que o livro caiu um pouco na previsibilidade. Por exemplo, sobre a real natureza do Zablon, guarda-costas de Kaira, depois que eles o encontram, ou do papel do Arcanjo Rafael ao quase término do livro.

Referências: Um ponto bem legal do livro são as referências que o autor faz com o sua obra anterior. Talvez a mais legal seja quando os anjos estão navegando pela Via Atlântica e Denyel explica seu funcionamento comentando logo depois sobre um caminho parecido criado pelos babilônicos. É uma referência à Via Secreta, tomada por Ablon e Flor de Leste quando atravessaram o Deserto da Arábia. Outra referência bem bacana (essa não relacionada ao A Batalha) é ao folclore brasileiro. Quanto Kaira e Denyel chegam ao vértice na Amazônia se deparam com criaturas do nosso folclore, como seres semelhantes ao Curupira, com os pés voltados pra trás e tudo.

História paralela: Ao mesmo tempo que trabalha seus personagens centrais, Eduardo Spohr apresenta um outro, O Primeiro Anjo, já antevendo as continuações.

Resumindo, Herdeiros é um livro bem legal, que difere bastante de A Batalha, tanto na forma como lida com os personagens quanto no estilo. É muito mais um livro de ação, aventura do que um épico. A meu ver, Eduardo Spohr conseguiu expandir seu universo e deu mais pano de fundo pra próximos livros, ao evitar cair em uma continuação pura e simples de sua primeira obra. Aliás, para quem ainda não teve a oportunidade de ler A Batalha do Apocalipse, pode ler Herdeiros de Atlântida sem medo, são obras complementares. Resumindo, Filhos do Edén: Herdeiros de Atlântida é um bom livro, fale a leitura

Nota: 7

Para ler a resenha de A Batalha do Apocalipse clique aqui

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Eu vi: Planeta dos Macacos: a Origem

planeta_dos_macacos_a_origem_legendado

Os últimos filmes que tive o prazer de ver e comentar aqui nesse espaço despertaram minha atenção por serem adaptações de personagens de quadrinhos,  inegáveis fontes de atenção para um nerd como eu. Tanto Thor quanto Capitão América foram boas produções, longe de serem espetaculares, mas que cumpriram bem seus papéis. Planeta dos Macacos: a Origem também despertou meu lado nerd, e eu não pude deixar de assistir.

Antes de mais nada, devo dizer que Planeta… é um bom filme. Contudo, foi uma obra que despertou em mim o biólogo chato (eu avisei no último post que isso acontecia). Vou dividir essa crítica em duas partes, na primeira vou comentar os pontos positivos do longa e na segunda, irei colocar aqueles que em minha opinião deixaram a desejar.Planeta-dos-Macacos-A-Origem

Em termos gerais, a história é bem contada e os atores não comprometem. O personagem principal é Caesar, um  chimpanzé filho de uma chimpanzé (não me diga) que sofreu experimentos com uma droga viral, o ALZ112. A droga dá a Caesar uma inteligência muito superior a de um chimpanzé, o que o torna capaz de resolver problemas extremamente complexos rapidamente. A forma com a qual Caesar lida com sua grande capacidade intelectual é emblemática. Sabe-se que chimpanzés são seres extremamente inventivos e inteligentes, capazes de, entre outras coisas, aprender formas de linguagem humanas rapidamente, através da linguagem de sinais. Chimpanzés que vivem entre humanos tendem a se considerar também humanos, não chimpanzés. O que dizer então de um animal com inteligência superior a de qualquer um de sua espécie, e mesmo a de qualquer humano? O filme acerta ao mostrar Caesar como um animal extremamente confuso, sem saber onde se insere no mundo. Além disso, a forma como ele utiliza suas capacidades é a forma com a qual eu esperaria que um chimpanzé agisse se as tivesse. Devemos lembrar que a semelhança entre as duas espécies de macaco (nós e eles) é muito grande. Caesar é feito através de computação gráfica, a partir dos movimentos de Andy Serkis, o mesmo ator que fez, entre outros papéis, King Kong na adaptação de Peter Jackson e Gollum na trilogia O Senhor dos Anéis. Qualquer um que assiste o filme percebe na hora esse truque tecnológico, não por que ele seja ruim, mas sim em virtude da expressão detalhada que o ator empresta ao personagem. Grande atuação (como sempre aliás) de Serkis. A película também acerta ao demonstrar certos comportamentos que de fato eperamos ver em primatas como os antropóides, como a hierarquia social que observamos entre os chimpazés cativos no abrigo.

Entretando, o filme deu algumas pisadas na bola. Em primeiro lugar, eu desde o início questionei a decisão de criar uma “origem” para a sociedade de macacos não-humanos que observamos nos outros filmes, quando essa origem já existia. Nas histórias originais, o primeiro chimpanzé “esperto” nada mais é do que o filho de Zira e Cornelius, também chamado César, que veio ao passado com os pais. Cornelius ainda havia relatado que os macacos passaram a ser utilizados como animais de estimação após uma epidemia que havia exterminado todos os cães e gatos. Cansados de serem escravizados, os símios se rebelaram (através de um indivíduo chamado César) e reverteram a situação. Por causa dessas origens confusas a mitologia dos filmes sempre foi um enorme balaio de gatos e esse novo filme veio apenas para confundir ainda mais a história toda. Acho que a única opção que nos resta é “começar de novo”, considerar esse filme como não tendo qualquer conexão com os outros da série.

Algumas considerações de Biólogo chato podem ser feitas pra esse filme. Quando o cientista Will Rodman (James Franco) administra o medicamento experimental em seu pai, este sofre uma regeneração praticamente instantânea em seus neurônios, de um dia para outro foi “curado” do Mal de Alzheimer. Em contrapartida, seu sistema imune demora vários anos para produzir anticorpos contra os vírus do medicamento e rejeitá-los. Mas o que me entristeceu mais, muito embora eu soubesse que aconteceria, é ver Caesar falando. Podem me chamar de chato mas é simplesmente impossível para um chimpanzé, por mais inteligente que ele seja, articular palavras como nós, o seu aparato fonador é incapaz disso. E antes que me apontem, eu sei que é apenas um filme, e também sei que os macacos não-humanos da série original falavam. Mas é inevitável não gostar afinal, a proposta do filme era dar uma origem mais atual, científica para a história toda, e acabaram pisando na bola nesse sentido.

Apesar dos pontos negativos, o filme prende bem o espectador, com ação na medida certa e atuações que não comprometem. Valeu o ingresso.

Nota: 7

sábado, 3 de setembro de 2011

3 de setembro: Dia do Biólogo

biologia_ufrj1

No dia 3 de setembro do ano de 1979, João Batista de Oliveira Figueiredo assinou a lei número 6684, a qual deu origem à profissão de Biólogo e Biomédico no Brasil. Em virtude disso, esse dia (por sinal hoje) é considerado nessa nação como dia do Biólogo. Biólogos, senso estrito, são pessoas que possuem diplomas devidamente registrados de bacharéis ou licenciados em Ciências Biológicas ou História Natural, ou ainda, licenciados em Ciências com habilitação em Biologia. Entretando, ser legalmente biólogo nem sempre bate com o ser Biólogo de fato.

Ser Biólogo não é simplesmente possuir um diploma. O Biólogo transpira Biologia, a vive durante 24 horas do seu dia. É aquele camarada (ou aquela, não sou sexista) que quando olha para qualquer lugar enxerga a vida, e as implicações que ela causa. Um tijolo, não é apenas um tijolo, é um substrato, para diversas formas de vida. É um ecossistema, e um biólogo poderá ter dificuldades para desfazê-lo. Longe de ser algo idealista simplesmente, é algo natural, um Biólogo não pode evitar, é a sua visão. Um Biólogo não é aquele cara que quer abraçar uma árvore, ou sair em marcha a favor dos “pobres animaizinhos”. Qualquer um pode fazer isso. Um Biólogo é aquele que defende a vida de forma racional. Ele sabe que muitas vezes precisa coletar e tombar seres para que possa estudá-los. Sabe que muitas vezes precisa utilizar animais para seus experimentos, muitas vezes para o benefício deles próprios. O Biólogo vai buscar soluções para fazer tudo da melhor forma possível.

Biólogos podem ser encontrados literalmente “no meio do mato”, encontrandos os “bichinhos” e as “plantinhas”. Podem ser encontrados no laboratório, olhando através de uma lupa. Podem ser encontrados em uma sala de aula, lutando para ensinar sobre a vida. Podem ser encontrados em todo o lugar. Biólogos são Biólogos mesmo quando não estão trabalhando. São aqueles caras que vão te incomodar assistindo a um filme e destacando cada falha do roteiro em relação à coisas vivas (e olha que são muitos exemplos).

Enfim, eu como Biólogo diplomado (e que tenta ser um Biólogo de verdade, muito embora as vezes falhe) quero parabenizar a todos aqueles que tem orgulho de sua condição de “estudiosos da vida” e que, mesmo com a subvalorização da profissão, amam a vida e se esforçam para preservá-la

Feliz dia do Biólogo"!

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Cyano News: Gripe aviária pode sofrer novo surto

pinto

Todos se recordam na última histeria epidemia de gripe A (carinhosamente conhecida por gripe suína), que paralisou vários serviços públicos em especial aqui em Curitiba. As estimativas da mortalidade dessa doença variam bastante, de país para país e de acordo com a quantidade de pessoas infectadas que são consideradas. Contudo, as estimativas mais infladas não costumam passar de 1%, o que quer dizer que a cada cem pessoas infectadas uma morre em virtude da enfermidade. É uma cifra considerável? Talvez, mas a meu ver não justificava a histeria que víamos aqui, ainda mais quando lembramos que a mortalidade no Brasil ficou na casa do 0,015% (a mortalidade da gripe sazonal beira os 0,1%).

O que dizer então de uma moléstia que infectou 565 pessoas e ceifou a vida de 331 delas? Para quem não se recorda esses foram os números que a chamada gripe aviária colecionou em 2003. Mas por que motivo eu estou dizendo tudo isso? Sábado, o Portal Terra vinculou uma notícia na qual comentava que a ONU temia que um novo surto dessa doença ocorresse. Segundo a notícia, a área na qual existem casos dessa gripe estaria aumentando na Ásia, deixando o pessoal da FAO “com a pulga atrás da orelha.

Tanto gripe suína quanto gripe aviária são causadas por cepas do vírus influenza, H1N1 e H5N1, respectivamente. Contudo, existem diferenças importantes entre as duas enfermidades, a começar pela letalidade, sensivelmente maior na variedade transmitida pelos dinossauros alados. Além disso, a forma de contágio também difere. O principal fator que impediu que a gripe aviária se disseminasse e nos fizesse o favor de exterminar grande parte da humanidade foi que o vírus não se transmite entre macacos, apenas de ave para primata. Por esse motivo, um Homo sapiens infectado poderia espirrar sobre qualquer um e não o infectaria.

Em teoria, um porco (por exemplo) poderia se infectar pela cepa aviária da doença e por uma cepa humana, ao mesmo tempo. Dentro do artiodáctilo, as duas cepas poderiam ter seus RNA recombinados. Desta forma a habilidade que cepas sazonais tem de serem transmitidas entre humanos poderia ser incorporada no genoma da cepa aviária. Esse era o principal temor quando a gripe aviária estourou em 2006, e teoricamente isso ainda é possível, uma vez que a cepa ainda está por aí.

De qualquer forma, fica a dica, se é pra se desesperar por causa de uma gripe, que seja por causa de uma que mata quase 60% dos infectados.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Eu li: A Batalha do Apocalipse

a-batalha-do-apocalipse

Recentemente tive a satisfação de adquirir uma nova obra para meu acervo, A Batalha do Apocalipse, de Eduardo Spohr. Gosto de livros ficcionais e fantásticos, e uma vez que ouvi coisas muito boas sobre esse em especial não pude deixar de conferir. E antes de mais nada posso dizer que Eduardo Spohr concebeu um ótimo livro. A Batalha do Apocalipse, longe de ser um livro com uma temática inédita, é uma obra que fala muito bem sobre um assunto que já foi extensivamente falado em outras mídias e mesmo em livros – a relação de anjos e humanos.

O personagem principal da trama, Ablon – um querubim exilado, é um herói clássico. Forte, passa por diversas situações de perigo até chegar à sua batalha final e lutar com seu verdadeiro inimigo, que acaba nem sendo Lúcifer, o Portador da Luz. A personagem feminina principal da trama, Shamira, acaba tento uma relevância muito grande, talvez até maior do que a do próprio Ablon, fugindo um pouco do esteriótipo “mocinha em perigo” costumeiro. Além disso, temos uma ampla gama de personagens secundário que são muito bem descritos. Não vemos aqueles personagens que só servem pra “tapar buraco” na história (a palavra estória é tosca e eu me recuso a utilizá-la). Praticamente todos tem uma relevância e perfis psicológicos distintos.

Um dos grandes méritos da escrita do Eduardo é que suas descrições são precisas na medida certa. A leitura das descrições dos cenários, localidades, é fluente, não chega a ser maçante. Nesse ponto, podemos fazer um contraponto (guardando as devidas proporções é claro) aos livros de Tolkien, que possuem descrições extensas, quase maçantes para a maioria dos leitores. Prefiro isso à escrita infantilizada de O Hobbit, mas a maioria dos leitores se cansa rápido. Nesse ponto, A Batalha do Apocalipse é uma boa pedida. Descreve bem e não cansa. Outro ponto forte é o roteiro. Muitos livros trazem histórias que são quase em sua plenitude, previsíveis. A Batalha do Apocalipse possui partes “previsíveis”? É claro, afinal todo roteiro tem sua evolução natural. Mas existem coisas, fragmentos de história, que repercutem em momentos mais adiantados, quando menos o leitor espera. E Eduardo Spohr faz isso muito bem.

Resumindo, A Batalha do Apocalipse é um ótimo livro, com uma história bem amarrada, um roteiro que nos surpreende, personagens bem elaborados e que prende o leitor. Leitura obrigatória para os nerds.

domingo, 14 de agosto de 2011

Eu vi: Capitão América

235801-capitão-america-2

Quando soube que a Marvel iria filmar Capitão América confesso que fiquei apreensivo, afinal nunca achei um personagem com um apelo popular tão grande. É claro que existem aspectos interessantes da personagem, a sua persistência e força de caráter e sua condição de deslocado em nosso tempo são alguns deles. Contudo, minha apreensão com o filme apenas cresceu quando apontaram Chris Evans como Steve Rogers/Capitão América. Afinal, Chris Evans era conhecido por fazer filmes de humor imbecis de humor e que por si só já tem cara de panaca. Evans é conhecido no meio nerd pelo papel de Tocha Humana nos dois filmes mais recentes do Quarteto Fantástico, ocasições nas quais ele interpretou bem o papel do igualmente panaca Johnny Storm. Meu medo era que Chris Evans fosse incapaz de interpretar um papel mais denso, como é o do Capitas. E posso adiantar que Chris Evans foi melhor do que eu esperava. No geral, Capitão América: O Primeiro Vingador é um bom filme. Vou listar aqui alguns pontos fortes e outros nem tanto que eu, com meu ponto de vista doentio, observei.

Pontos Fortes:

Steve Rogers

skinny-steve-rogers-in-captain-america-first-avenger1

A atuação de Chris Evans como Steve Rogers antes de transformar-se em Capitão América foi, surpreendentemente, boa. Evans personificou bem o conceito de perdedor que era Steve Rogers. Fraco, apanhava de todo mundo, mas era um cara persistente. Depois de tentar se alistar no exercíto e ir a guerra trocentas vezes, sempre sendo recusado por ser fraco, Steve foi escolhido para ser voluntário no Projeto Renascimento, que visava produzir um exército de super soldados. Rogers foi escolhido exatamente por sua força de caráter.

História bem amarrada

O roteiro de Capitão América é bem amarrado, à semelhança de Thor. Apesar do ritmo ser um pouco corrido (o que é compreensível, dada a quantidade de tempo que se passou), não vemos furos na história. Mesmo quem não conhece a mitologia do personagem consegue compreender a história.

Boa ambientação

Algo que eu achei interessante nessa película foi a ambientação da segunda guerra. Desde vestuário até os aparelhos tecnológicos (mostradores digitais pra que?), tudo remete a algo antiquado.

Universo Marvel

Cubo_Cosmico

Desde os filmes do Homem de Ferro, a Marvel vem tentando unificar o seu universo cinemátográfico. No Filme do Bandeiroso vemos muito disso. Além da cena final e da cena pós-créditos que estão aí exatamente pra isso, vemos conexão com o Filme do Thor, através do Cubo Cósmico.

Pontos Fracos

Filme de Guerra?

Quem esperava cenas de guerra no filme do Capitão se decepcionou. Praticamente não existem cenas de guerra, toda a ação que o Capitão toma na linha de frente acaba sendo ou suprimida ou muito resumida. Mesmo as cenas de ação decepcionam um pouco, um Capitão América meio burocrático lutando.

images

Personagens mal aproveitados

Alguns personagens não são aproveitados na trama como poderiam. O Comando Selvagem por exemplo. Não se fala muito sobre suas qualidades, quem eles são. Quem assiste o filme tem a impressão que eles são apenas “os carinhas que foram salvos”.

Resumindo, Capitão América é um bom filme? Sim, mas não é um filme espetacular. Digamos que é um filme padrão Marvel, bem executado. Beira a média, sem atuções excepcionais, nem grandes diálogos, porém não compromete. Creio que seja uma boa introdução aos Vingadores, para ano que vem,

Nota: 7

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Jornalismo Científico e os erros bisonhos

Um dos mais importantes aspectos da ciência é a sua divulgação para o público. Não há sentido em produzir conhecimento e mantê-lo restrito à academia, faz-se necessário revertê-lo à sociedade, tanto na forma de aplicações práticas quanto na de divulgação. As pessoas precisam conhecer as coisas que são descobertas a cada instante, precisam despertar em si mesmas o fascínio que a ciência provoca. Contudo, todos sabemos que jornalistas possuem conhecimento bastante limitado sobre ciência e tecnologia, sendo comum lermos notas, chamadas e matérias inteiras totalmente absurdas. Isso é triste por vários motivos, talvez principalmente por educar a população de forma equivocada, fazendo com que tenham ideias erradas sobre diversos pontos.

Navegando em alguns sítios de notícia hoje, me deparei com duas chamadas na área de ciência que me chamaram a atenção, a primeira com os seguintes dizeres: “Estudo diz que répteis podem ser espertos. Largartosconseguiu (estava escrito assim junto mesmo) resolver problemas.”. Fiquei pensando, primeiro no que que o camarada que escreveu isso considera como “esperto”. Depois fiquei imaginando um professor ensinando:

Uma das características dos répteis é sua falta de esperteza…”

A impressão que se tem lendo essa chamada é que se achava que répteis são seres incapazes de resolver problemas, quando sabe-se muito bem que a história é um pouco diferente. Se não pudesse resolver problemas do cotidiano, um lagarto, uma serpente, ou qualquer outro réptil estaria fadado a extinção, e tudo isso requer sim inteligência. Eu nem mesmo irei entrar no mérito de aves serem répteis e isso ser esquecido na matéria do contrário eu estaria sendo muito exigente com o rapaz que a escreveu (ou moça, que ninguém me acuse de sexismo).

A segunda chamada me causou um misto de riso e de tristeza: “Mandíbula não extinguiu peixes invertebrados. Evolução da espécie intriga cientistas.” Na hora tive que rir. O problema nem é tanto esse, mas imaginei como uma mandíbula poderia extinguir espécies. A não ser que seja o antigo inimigo do He-Man, 1 mandibula não vejo como é possível. Mas o triste é ler “peixes invertebrados”, o que seriam tais seres? Ostracodermes, que são os animais aos quais a matéria se refere, de fato não possuiam mandíbula, contudo tinham vértebras. Os únicos seres invertebrados que poderiam ser confundidos com peixes são as feiticeiras, ou peixes-bruxa, que ironicamente são seres atuais, não estão extintos.

hagfish

Pensando bem, o Mandíbula nunca poderia derrotar a Feiticeira mesmo…

KODAK UNGO 2

links para as notícias:

http://g1.globo.com/natureza/noticia/2011/07/estudo-afirma-que-inteligencia-de-repteis-pode-nao-ser-tao-limitada.html

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/07/estudo-de-mandibula-de-peixes-traz-nova-visao-sobre-extincao-de-grupo.html