sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Sexta Rock - Reborn

Tenho andado ausente deste espaço nos últimos tempos, sei bem disso. Para retomar minhas postagens com o pé direito, nada melhor do que ressucitar a seção de maior continuidade que eu já tive nesse blog, a Sexta Rock. Selecionei cinco canções, das mais clássicas, das bandas mais clássicas que já tivemos o prazer de compartilhar o planeta. Nada de comentários, hoje vamos apenas curtir o gênero musical mais influente e mais importante de todos os tempos. Essa postagem será curta, mas à partir de semana que vem retomarei a seção com a numeração antiga. Além disso teremos mais novidades semanais. Let’s Rock!

1. Led Zeppelin – Kashmir

2. Black Sabbath – Heaven and Hell

3. Deep Purple – Burn

4. AC/DC – Let There Be Rock

5. Rush – Tom Sawyer

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

In Memorian

As pessoas que me conhecem e convivem comigo sabem que nos últimos anos minha mãe e nossa família lutamos contra uma doença. Foram aproximadamente quatro anos nos quais corremos atrás de medicamentos, médicos, diagnósticos e procuramos dar a ela a melhor qualidade de vida possível. Nessa última sexta feira, dia dois de novembro, minha mãe descansou de todas as aflições e sofrimentos que experimentou durante todos esses anos. Ela já estava internada a uma semana vítima de um AVC bastante grande que teve no sábado anterior e acabou não resistindo. O AVC foi complicado em virtude da baixa coagulação dela, decorrente da doença hepática crônica que já estava bastante avançada.

Eu e minha mãe tivemos nossas desavenças é claro, e eu estaria mentindo se dissesse o contrário. Eu várias vezes disse a ela, que um filho discordar de sua mãe era saudável, mas que apesar de tudo devíamos manter o respeito. Minha mãe sabia que eu a amava, apesar de todas as vezes que discutimos, que discordamos, que nos magoamos mutuamente. Espero sinceramente que minha mãe tenha partido sabendo que eu, meus irmão, e toda a família a amávamos e fizemos de tudo para mantê-la bem e, na medida do possível, feliz.

Minha mãe, eu sentirei muito sua falta. Sentirei falta de quando discutíamos, de quando perdíamos a paciência um com o outro e de quando nos desentendíamos. Mas sentirei falta principalmente de quando ríamos juntos, de quando tínhamos bons momentos, de quando pude ajudá-la, seja com cuidados simples, fosse com noites mal dormidas no hospital. Me sinto mais sozinho do que nunca, mas com o tempo sei que isso irá melhorar, pois sei que a tristeza que a senhora sentia por estar naquela situação não mais existirá.

Agradeço a todos os amigos que emprestaram seus ombros, seus braços e seu tempo e mesmo aqueles que se fizeram presentes apenas com simples mensagens de texto. São situações como essas que nos fazem perceber as pessoas que se importam de fato conosco.

E antes que alguém levante a mão e questione o porquê desse texto estar aqui no blog eu respondo que o blog é meu e se eu quiser escrever sobre coquinhos eu escrevo que eu precisava escrever algo, me expresso melhor assim. Ainda ess semana postarei coisas mais alegres e tirarei as teias de aranha desse blog.

Pra finalizar, posto uma música que minha mãe provavelmente não conhecia, mas que gosto de pensar que cantaria comigo:

domingo, 15 de abril de 2012

Eu vi: A Mulher de Preto

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Recentemente fui ao cinema assistir um filme denominado “A Mulher de Preto”. Quem me conhece sabe que esse gênero de filme não me atrai muito e foi com desconfiança que fui assistí-lo. Afinal, um filme que tem como principal chamariz a presença do Harry Potter não pode ser boa coisa. A boa notícia é que A Mulher de Preto não é tão ruim. A má está implícita.

Pense em um filme de terror clássico. Esse mesmo, aquele que tem cenas de “mini-sustos” a todo momento. Aquele que um cara (contador, advogado ou algo do gênero) da cidade grande vai pra cidadezinha e entra em um casarão/castelo mal assombrado. Esse, basicamente, é o plot do filme. Em nenhum momento o longa chega a surpreender. Até a clássica cena do “susto no espelho” está presente. Fora isso, vemos uma atuação esforçada, mas pouco inspirada de Daniel Radcliffe, tentando perder o rótulo de Harry Potter. Não chega a ser uma atuação ruim, mas não salva o filme como um todo

A Mulher de Preto não é um filme ruim. É apenas um filme previsível

Nota: 5

É isso aí mamíferos até a próxima

P.S: Sim eu sei, esse post foi ridiculamente curto. É porque eu estou com muita preguiça pouco tempo para escrever. Próximos posts serão ainda mais curtos mais elaborados, prometo.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Tópicos Essenciais em Biologia #4: Evolução #4

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Clique nos links abaixo para ler os artigos anteriores:

Evolução 1

Evolução 2

Evolução 3

No início do século 20 a evolução como mudança não era seriamente ameaçada, a grande maioria dos biólogos já haviam a incorporado em seus estudos.  O grande porém da biologia evolutiva da época era a ausência de um consenso sobre qual era o principal mecanismo evolutivo que agia nos seres vivos. Como vimos no último artigo, a seleção natural foi muito mal recebida, principalmente pela incapacidade de Darwin produzir uma teoria de herança satisfatória. Assim, no início do século, diversas teorias lutavam para serem protagonistas na evolução. Dentre essas teorias estavam a própria seleção natural.

No início do século XX, as leis da hereditariedade postuladas por Mendel foram redescobertas. Dessa forma, a Biologia dispunha de uma teoria de herança particulada que explicava a herança genética de virtualmente todos os seres vivos. Longe de auxiliar a aceitação da seleção natural, os primeiros mendelianos viam a herança de Mendel como a pá de cal dos darwinistas. Para esses geneticistas, a evolução diferia radicalmente daquela imaginada por Darwin. As mudanças seria bruscas, através de macromutações. Em outras palavras, grandes mudanças ocorreriam de pai para filho, de uma geração para outra. Essas grandes mudanças ocorreriam em virtude de grandes alterações no material genético.

Entretanto, na segunda década do século, vários pesquisadores começaram a publicar trabalhos que demonstravam que a seleção natural não só era possível em seres com herança mendeliana com provavelmente era o mecanismo mais poderoso da evolução. Foram diversos trabalhos de varios pesquisadores que permitiram essa proeza científica. A união dessas ideias permitiu a criação daquilo que grande parte das pessoas conhece por neodarwinismo, ou seja, as ideias de Darwin revigoradas. Ela também é conhecido por nomes mais adequados de Síntese Moderna e Teoria Sintética da Evolução. A seguir, tentarei resumir as principais contribuições para esse entendimento.

Ronald Aylmer Fisher (1890-1962); J. B. S. Haldane (1892-1964); Sewall Wright (1889-1988)

Fisher, Haldane e Wright foram os primeiros pesquisadores a reconciliar os trabalhos de Mendel e Darwin. Foram eles que, de fato, demonstraram que  a seleção natural poderia operar em conjunto com a herança particulada através de seus trabalhos teóricos, em especial A Teoria Genética da Seleção Natural (Fisher – 1930), Evolução em Populações Mendelianas (Wright – 1931) e As Causas da Evolução (Haldane – 1932). Esses trabalhos sintéticos abriram caminho para que outros pesquisadores ampliassem o escopo da Teoria Evolutiva, abrangendo posteriormente todo o mundo vivo. Haldane também é célebre na Biologia por ter contribuído para desenvolver a teoria sobre a origem da vida e ter cunhado uma das frases mais legais do mundo: “Me mostre um fóssil de um coelho no pré-cambriano e eu assumo que a Teoria da Evolução está errada.”

Theodosius Dobzhansky (1900-1975); Ernst Mayr (1904-2005); Julian Huxley(1997-1975) George Gaylord Simpson ( 1902-1984)

Dobzhansky foi o cientista que criou a frase citada por nove entre dez biólogos: “Nada na Biologia faz sentido senão sob a luz da Evolução”. E ele não poderia estar mais certo. Graças ao seu próprio trabalho, em especial seu livro Genética e a Origem das Espécies (1937) a Síntese Moderna foi ampliada e influenciou muitos biólogos. Já Mayr trabalhou extensivamente com a questão da especiação, contribuindo para a formação de um novo conceito de população e de espécie. Sua obra máxima foi Sistemática e a Origem das Espécies (1942). Julian Huxley (neto de Thomas) fez um importante trabalho de síntese na obra Evolução: A Síntese Moderna, que acabaria dando o nome do movimento como um todo. Por fim, Simpson com seu Tempo e Modo em Evolução (1944) demonstrou que não havia a necessidade de se invocar forças ortogenéticas para explicar o registro fóssil. Para isso bastava utilizar-se de conceitos evolutivos.

Finalizando o post de hoje (está curto, eu sei), a importância desse período de tempo para o pensamento biológico é inestimável. Graças a esses cientistas, e outros não citados, a Biologia conseguiu se tornar uma ciência unificada e isso é importantíssimo. Significa que qualquer pergunta que envolva um ser vivo, obrigatoriamente terá uma resposta evolutiva. Isso é muito bonito. Bem pelo menos eu acho (e certamente qualquer biólogo que ler essas linhas compartilhará esse sentimento). Na próxima aula postagem uma visão moderna da Evolução. O que incorporamos hoje, quais os principais mecanismos e alguns exemplos.

Saudações!

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Expectativas para 2012: Cinema

O ano de 2012 será um dos melhores anos para o público nerd, no que diz respeito ao cinema. Alguns dos lançamentos prometidos para esse ano são filmes extremamente esperados por mim e por muitos. Vamos conhecer alguns que eu certamente verei e outros que eu passarei longe


O Hobbit – Uma Jornada Inesperada
(The Hobbit: An Unexpected Journey)
Direção: Peter Jackson


Petert Jackson nos levará novamente à Terra Média nesse que é o primeiro filme de dois que contará a história do Hobbit, primeiro livro de Tolkien. Aqui mesmo no Cyanocorax escrevi uma pequena resenha sobre a obra (clique aqui), leitura obrigatória para qualquer nerd de verdade (o livro, não minha resenha). Pessoalmente, espero que o filme retire um pouco do ar infantil (afinal, O Hobbit foi escrito para crianças) do livro e faça valer a safadez a tática de produzir dois filmes para um livro contando a história toda.




Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge
Batman – The Dark Knight Rises
Direção: Christopher Nolan


Christopher Nolan salvou os filmes de super-heróis com sua franquia do homem-morcego. Tanto Batman Begins quanto o The Dark Knight são filmes densos e que ajudam a retirar aquele estigma de filmes para crianças que ainda existe para filmes do gênero. Espero bastante dessa continuação.




O Espetacular Homem-Aranha
The Amazing Spider-Man
Direção: Marc Webb


Aguardo esse filme com certo receio. Achei prematura a ideia de rebootar o universo do cabeça de teia tão cedo, mesmo entendendo que Homem-Aranha 3 foi um total fiasco. Eu sempre gostei da cara de perdedor do Tobey Maguire como Peter Parker, e fico receoso com o ar “descolado” que Marc Webb quer dar ao nerd-padrão Parker. Bem, esperemos, pois pior que Lanterna Verde este filme não pode ser.




MIB – Homens de Preto 3
MIB III
Direção: Barry Sonnenfeld


Mens in Black é uma das franquias mais legais que eu assiti, em especial o primeiro filme. Espero que esse filme não sofra com a maldição da trilogia e seja um fiasco total como foram Homem Aranha e X-men 3.




Os Vingadores
The Avengers
Direção: Joss Whedon


Ver os maiores heróis da Terra juntos em película é o maior sonho de qualquer fã de quadrinhos. Esse ano poderemos ver a Liga da Justiça Genérica da Marvel Os Vingadores combatendo ameaças juntos no cinema. O filme, por si só, já fale a entrada. Estou confiante que a história seja razoável e tenhamos algo lém das cenas de ação.




Fúria de Titãs 2
Wrath of the Titans 2
Direção: Jonathan Liebesman


O primeiro Fúria de Titãs foi um filme meia-boca. Apesar do grande apelo visual (isso é inegável) a hitória não empolgou. Quando li a sinopse da continuação resolvi que assistiria para ver. Espero que o foco não seja simplesmente porrada (que é importante é claro) mas que os personagens e história sejam melhor abordados.




O Vingador do Futuro
Total Recall
Direção: Len Wiseman


Em 1990 foi lançado Total Recall que, inexplicávelmente, ficou conhecido no Brasil como O Vingador do Futuro. Estrelado por Arnold Schwarzenegger (sim, eu tive que colocar no Google pra escrever o neome corretamente), conta a história de Doug Quaid, um homem que descobre uma conspiração de uma companhia mineradora de Marte, que envolve ele mesmo. Tudo isso, obviamente no futuro. Confesso que estou curioso para ver esse remake, de um dos filmes que eu mais gostei de ver na minha infância.
Como não encontrei nenhum trailer do remake, vai aqui um do original.




Os Mercenários 2
The Expendables 2
Direção: Sylvester Stallone


Os Mercenários é um filme de porrada. É aquele filme que você desliga o cérebro e só se diverte. Unindo todos os maiores nomes do cinema de porrada dos anos oitenta, Os Mercenários 2 é presença obrigatória no cinema.
Torcer para que a presença de Chuck Norris não acarrete um filme de dez segundos.


Bem povo, por hoje é só. E só para avisar a quem posso estar lendo isso, as minhas postagens aqui serão realizadas sempre nas terças e sábados, salvo exceções.
Saudações!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Eu Li: Drácula, o Vampiro da Noite

Dracula Vampiro Noite

Essa Resenha tem spoilers, então cuidado!

Em 1897, Bram Stoker publicou aquele que seria o romance sobre vampiros mais famoso (e mais importante) da história. Esqueça Blade, esqueça Lestat. o vampiro mais importante da ficção (não que vampiros existam de fato, pelo menos vampiros humanos)  é e será sempre o Conde Drácula. Esse mês tomei vergonha na cara e decidi ler esse livro, talvez o maior clássico dos livros de terror.

Drácula não foi o primeiro e nem será o último dos livros com temática de vampiros. Tecnicamente, lendas sobre vampiros remontam o século XVII. Então o que o torna especial em relação a todas as outras obras vampirescas? Drácula é um livro que possui uma narrativa interessante,, que traz o ponto de vista dos diferentes personagens de forma alternada. Os capítulos são escritos sob a forma de fragmentos dos diários e relatos cotidianos de alguns deles, o que acaba favoracendo a fluidez da leitura e nos permitindo conhecer melhor os apectos psicológicos de cada um.

Alguns personagens de Stoker permeiam imaginário popular ainda hoje. O mais conhecido é evidentemente o personagem título, Conde Drácula, o assim dizer “vampiro-padrão”. Drácula (supostamente baseado em uma figura real) era um conde que habitava os ermos da Transilvânia e que decide mudar-se para a efervescente Londres. Muitos dos poderes e fraquezas clássicos de um vampiro ocorrem em Drácula. Ele não possui imagem especular, não tolera alho, bebe sangue, pode se transmutar entre outros. Virtualmente todos os vampiros que surgiram posteriormente na literatura se inspiraram na figura do Conde.

Outra figura conhecida é a de Van Helsing. Ao contrário do que a maioria deve pensar, Van Helsig não era o Wolverine caçador de vampiros que apareceu recentemente em Hollywood. Na trama de Bram Stoker, o Professor Van Helsing é um homem de certa idade, médico e que estuda doenças obscuras, nutrindo especial interesse por vampirismo. É ele quem detecta os sintomas do vampirismo em Lucy Westenra e quem ensina como repelir e matar vampiros.

É claro que a obra não é perfeita; Posso destacar aqui dois pontos que não me agradaram de todo. No geral, esperava um pouco mais de ação, em especial na cena final com a morte do Conde. A forma com a qual os conflitos (esse em especial)são resolvidos no livro poderia, a meu ver, ser melhor levada. Claro, o romance não é de ação, então isso é relevado de certa forma. Outra crítica é quanto a certa ingenuidade das personagens em alguns momentos. Quando Mina Harker começa a ser parasitada por Drácula, apresenta todos os sinais que a sua própria amiga Lucy havia apresentado antes, no entanto, nenhum dos homens que convivem com ela é capaz de perceber essa condição, nem seu marido. A própria Mina não consegue identificar seu estado, mesmo ela tendo dois furos no pescoço. O que parece, é que o autor dotou os personagens e uma certa “falta de atenção” nesses momentos para facilitar o desenvolvimento da trama.

No geral, posso dizer que Drácula, o Vampiro da Noite, de Bram Stoker é um livro muito bom. Uma obra que definiu toda a mitologia popular sobre vampiros e criou personagens até hojé icônicos na cultura pop. Se você gosta de vampiros (eu disse vampiros, não fadas) e nunca leu esse livro, está totalmente defasado, corra atrás imdiatamente.

Nota: 8,5

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Cyano citações #5

O que fazer quando não sabe o que escrever em um blog? Escreva sobre citações de outras pessoas! É por esse motivo que mais uma vez venho neste espaço discorrer de forma doentia sobre delírios (ou não) de outras pessoas.

Se eu vi mais longe, foi por estar de pé sobre ombros de gigantes.

Isaac Newton

Todo mundo já ouviu ou leu essa frase em algum lugar. É boa para nos lembrar que tudo que sabemos vem de alguém que pensou naquilo antes de nós.

Para ser um bom observador é preciso ser um bom teórico.

Charles Darwin

Darwin foi um dos maiores observadores (quiçá o maior) da história da Ciência. É evidente (e o próprio Darwin é prova disso) que de nada adianta observar os fatos certos no momento certo se você não é capaz de conectá-los e explicá-los de forma coerente.

É por isso que se mandam as crianças à escola: não tanto para que aprendam alguma coisa, mas para que se habituem a estar calmas e sentadas e a cumprir escrupulosamente o que se lhes ordena, de modo que depois não pensem mesmo que têm de pôr em prática as suas ideias.

Emmanuel Kant

Triste realidade. No Brasil, especificamente, a escola só se presta a ajudar a melhorar indicadores (através de provas pífias como a do ENEM, Prova Brasil e outras nas quais os alunos ainda vão mal) e a fazer propaganda pseudoesquerdista.

Torna-te aquilo que és.

Friedrich Nietszche

Esse é um grande conselho. Ao menos que seu verdadeiro eu seja o de um político assassino ou ladrão.

O homem nunca sabe do que é capaz, até que o tenta.

Charles Dickens

Em geral eu não gosto da espécie humana. Mas é inegável que, nosso potencial para construir e conquistar coisas é imenso.

É isso primatas, nos vemos no sábado.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Tópicos Essenciais em Biologia #3: Evolução #3

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Vimos, nos últimos capítulos, o que é evolução biológica e como Lamarck começou a tratar sobre o assunto. Hoje, conheceremos a história de Charles Robert Darwin (1809-1882) e Alfred Russel Wallace (1823-1913) e como o pensamento dos dois contribuiu para transformar a Biologia em uma ciência unificada.

Charles-Darwin

Charles Darwin era filho de Robert Darwin, um proeminente médico. Charles teve uma vida acadêmica conturbada, desistiu da faculdade de medicina e acabou cursando teologia. Sempre teve interesse por História Natural, em especial sobre Geologia e animais invertebrados. Darwin, como a maioria dos outros naturalistas da época, era fixista, ou seja, acreditava que as espécies não mudavam. Também era criacionista, em outras palavras acreditava que as espécies, em algum momento no passado, haviam sido criadas magicamente por algum ser superior. Contudo suas percepções começaram a de fato mudar quando fez sua clássica viagem ao redor do mundo à bordo do HMS Beagle. Durante sua jornada, Darwin coletou evidências que HMS Beagle o ajudaram a questionar tanto a criação especial quanto o fixismo.

De posse desses novos dados, Darwin ainda demorou vinte anos para preparar sua obra e suas ideias sobre evolução. Essa demora se deveu a vários fatores. Darwin havia casara-se com uma de suas primas prima e essa mulher era extremamente religiosa. Charles temia que suas descobertas acabassem sendo decepcionantes para ela, a qual já temia que sua alma fosse ao inferno. Além disso, também havia a questão sobre a opinião pública. Se atualmente demonstrar que dogmas religiosos são falsos, no século XIX isso era ainda pior. Darwin precisava de um trabalho muito sólido, e por isso passou vinte anos reunindo dados e evidências que dessem ao seu trabalho essa solidez. Para isso, realizou leituras e trabalhou também com a criação de animais domésticos, em especial de pombos. A grande capacidade da seleção artificial em produzir formas diferentes deu a ele argumentos para defender, posteriormente, a selação natural.

Entretanto, Charles poderia demorar ainda mais tempo para publicar suas ideias, não fosse uma carta recebida por ele, remetida por um certo Alfred Russel Wallace. Wallace Na correspondência, o jovem naturalista pedia a opinião de Darwin sobre uma ideia elaboradapor ele e que segundo o próprio Darwin, era o resumo perfeito de suas próprias ideias sobre evolução. Quando leu aquela epístola, Charles temeu perder a sua originalidade. Afinal, as ideias de Wallace eram idênticas as dele, e como todos sabem, quem as publica primeiro tem o mérito. Esse dilema se resolveu quando os dois, conjuntamente, publicaram um resumo de suas obras na reunião da Sociedade Lineana de Londres. Um ano depois, Darwin publicaria aquele que seria o mais importante livro da história das Ciências Biológicas, a Origem das Espécies

Quanto a Wallace, ele chegou à ideia da Seleção Natural como um insight, o famoso “eureca”, enquanto trabalhava em florestas do arquipélago malaio. Diferentemente de Darwin, o qual uniu observações meticulosas e anos de estudo e experimentação, Wallace fez uso principalmente de suas observações e algumas leituras. Em suma, ele estava na hora certa no lugar correto. Alguns dizem que Darwin roubou as ideias de Wallace, ou se aproveitou dele. Na realidade, ambos tiveram méritos na descoberta, chegaram, independentemente, ao mais poderoso conceito da Biologia: a evolução por meio da seleção natural.

É importante que falemos sobre dois conceitos importantíssimos para a evolução darwiniana: a seleção natural e a origem comum.

Seleção Natural:

Não é o meu objetivo aqui esgotar a seleção natural (isso é assunto pra outra hora). Para entendermos o que era a seleção natural para Darwin –Wallace basta pensarmos nos seguintes pontos:

Em qualquer espécie, a quantidade de filhotes produzidos é muito maior do que aquela que o ambiente pode suportar

A quantidade de indivíduos nas populações permanece praticamente constante com o tempo. Em outras palavras, na maioria dos casos não há aumento ou diminuição significativas nas populações.

Logo, podemos concluir que, de alguma forma, o ambiente regula aqueles indivíduos que sobrevivem ou não.

Como Darwin e Wallace chegaram a essa conclusão? O primeiro e o segundo pontos são fatos observáveis, e os dois (e qualquer pessoa pode) os visualizaram na natureza. Para concluir o terceiro, eles tiveram ajuda de um artigo escrito por Thomas Maltus, An Essay on The Principles of Population. Nele Maltus especulava que o crescimento populacional humano cresceria em proporção geométrica, enquanto a produção de alimentos seguiria proporção aritmética. Desta forma, em algum momento do futuro, haveria escassez de alimentos, fome e mortes. Wallace e Darwin transpuseram esse raciocínio para o mundo natural. Assim, enquanto as espécies possuem potencial reprodutivo grande, o ambiente é restritivo. A esse mecanismo, Darwin chamou seleção natural.

Entretanto, ainda não está claro, quais indivíduos são selecionados para sobreviver e quais morrem. Para entermos isso precismos conhecer os dois últimos pontos

Existe variação entre os indivíduos. Ou seja, uma caracterítica qualquer como por exemplo, tamanho, varia na população. Existem indivíduos grande, pequenos e médios.

Os indivíduos melhor adaptados ao ambiente no qual se encontram sobrevivem e tem mais descendentes. Esses descendentes herdam as caracteríticas mais vantajosas presentes em seus pais.

O ponto 4 é facilmente observável. Todos sabem que a variação existe em virtualmente todas as características presentes nos seres vivos. Contudo, o quinto ponto não é tão claro, ou pelo menos não era na época. É razoavelmente evidente que indivíduos que tenham variações mais vantajosas para um certo ambiente sobrevivam mais e tenham maior prole. Contudo, não era claro na época (e pra alguns pessoas ainda hoje) que essas características poderiam ser herdadas, o que pode (ou deveria ser) ser evidente para nós. A verdade é que esse foi o principal motivo para que a seleção natural não fosse aceita como o principal mecanismo da evolução até metade do século XX. Sobre os mecanismos de herança, falarei em oura oportunidade

Origem Comum

Em um ponto, a evolução darwiniana difere radicalmente da evolução lamarckiana. Para Lamarck, cada espécie evoluia de forma independente. Ou seja, a espécie Canis familiaris evouluiu de forma independente e nunca possuiu qualquer ramificação com qualquer outra espécie. Já para Darwin, e evolução segue o padrão de uma árvore,  ou arbusto. As espécies atuais possuem parentesco entre elas, são fruto da ramificação de espécies ancestrais. Em última estância, todas as espécies da Terra são descendentes de uma única espécie ancestral. Isso quer dizer que você leitor e digamos, sua frieira, compartilham um ancestral comum, que viveu em algum ponto do passado.

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A origem comum é um problema, talvez o principal, para grande parte das pessoas. Isto é bastante visivel por comentários como, “eu não evolui de um macaco” “mimimi”. Pode ser que a maioria das pessoas não goste de saber que nossa espécie (assim como qualquer outra) não surgiu do nada, mas evoluiu através de outras que já existiam. Pior ainda, que possuimos parentesco com todas as outras, desde chimpanzés até amebas.

Todavia, para desespero de alguns, a origem comum é plenamente corroborada por dados paleontológicos, anatômicos, embriológicos e moleculares (veremos sobre isso em postagens futuras)

No próximo post, finalizaremos a parte histórica da evolução com a Síntese Moderna

Até a próxima tetrápodes.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Eu li: Dragões de Éter: Círculos de Chuva

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Depois de uma grande espera eis que trago alguns comentários sobre o último livro de Raphael Draccon, Dragões de Éter: Círculos de Chuva.

Nessa última obra, penso que o autor perdeu um pouco “a mão” de sua escrita. As tramas paralelas, bem amarradas nas obras anteriores, em especial no segundo livro, perdem em alguns casos a validade aqui. Por vezes são histórias que não acrescentam nada ou quase nada à trama geral, ora são de certa forma soltas demais. Muitos personagens e histórias são inseridos mas não encontram um bom aproveitamento. Creio que isso se deva ou a uma possível continuação planejada pelo autor, a qual reuniria essas pontas soltas, ou  uma possível deterioração da série. Eu particularmente gostaria de ler uma nova obra que, quem sabe, pudesse fechar os arcos ainda abertos.

A prosa do autor continua boa, perfeitamente entendível e fluida. Contudo, fantasmas de interações desnecessárias com o leitor, as quais eu julgava superadas depois de Corações de Neve voltaram a assombrar minha leitura. Apesar disso, as tramas digamos, “principais” seguem de forma coerente durante a maior parte do tempo.

Dito isso, eu não vejo essa obra como um livro ruim. Apenas acredito que a qualidade vista nos dois primeiros livros (e em especial no segundo) tenha decaído nesse terceiro. O que é uma pena, uma vez que alguns personagens inseridos nesta última obra poderiam ser muito bem aproveitados. Se uma continuação for escrita (admito que não sei se será ou não), pode ser que esses arcos e personagens não tão bem aproveitados sejam justificados. Até lá, continuo achando Círculos de Chuva fraco se comparado a Corações de Neve e mesmo Caçadores de Bruxas.

Nota: 6,3

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Tópicos essenciais em Biologia #2 – Evolução #2

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Ano passado eu escrevi aqui um pouco sobre a teoria mais importante da Biologia, a Teoria Evolutiva. Na postagem de hoje quero resgatar algo que é muitas vezes negligenciado, tanto por biólogos quanto pelas pessoas normais em geral, a história. Sem entender como o pensamento evolutivo surgiu e cresceu, fica muito difícil compreender como estamos hoje.

Muitas pessoas especularam sobre evolução antes de Darwin, desde filósofos gregos até Erasmus Darwin, seu avó. Contudo, o primeiro homem a tratar o assunto de forma científica foi um naturalista francês chamado Jean-Baptiste de Lamarck (1744-1829) . Lamarck possui hoje a fama (injusta) de estar lamarckerrado sobre a evolução, em especial com duas de suas ideias (não necessariamente as mais importantes): a lei do uso e do desuso e a herança das características adquiridas. Falaremos hoje um pouco sobre Lamarck, suas ideias e porque é injusto julgá-lo como burro (como livros didáticos em geral fazem).

A teoria evolutiva de Lamarck baseava-se em alguns conceitos centrais, o uso e o desuso, a herança das características adquiridas, a necessidade, e a origem independente das espécies. Vamos tentar entender cada um deles.

Lei do Uso e do Desuso

O raciocínio é simples. Quando utilizamos muito um órgão ele tende a aumentar de tamanho. De forma oposta, ao utilizarmos pouco um órgão ele diminui, atrofia. Na verdade, Lamarck não criou um conceito novo. O que ele fez foi sistematizar um conceito que era amplamente divulgado oralmente (ou seja, de senso-comum). Tanto naquele período do tempo quanto atualmente o uso e desuso ainda encontra muito adeptos.

A lei do uso e desuso está errada? Não necessariamente. Certas partes do nosso organismo podem aumentar ou diminuir conforme sejam ou não usadas. Por exemplo, se um homem passar a frequentar a academia e treinar com afinco, seus músculos aumentarão em tamanho. Em outras palavras, o uso aumentado do tecido muscular o leva ao aumento de tamanho. Por outro lado, se esse mesmo burro homem passar a usar esteróides para aumentar sua massa muscular terá problemas. Os asteróides esteróides nada mais são do que hormônios sintéticos, análogos à testosterona produzida pelos testículos. Quando percebem que a corrente sanguínea do camarada está saturada de hormônios, esses orgãos “cruzam os braços”. Afinal, por que trabalhar quando fazem o seu serviço? Com o tempo, o “ócio” acaba fazendo com que as gônadas do caboclo atrofiem, acarretando a ele, dentre outros problemas “peitinhos” ginecomastia.

Evidentemente, a maioria dos órgãos não aumenta ou dimui drásticamente com o uso ou não. Além disso, para tentar explicar a evolução dos seres vivos, é necessário considerar outro mecanismo em conjunto: a herança das característica adquiridas.

Herança das Características Adquiridas

Esse é outro conceito chupinhado sistematizado à partir do senso comum por Lamarck. A herança das características adquirdas diz que, as características que um indivíduo adquire durante sua vida poderiam, ao menos em parte, ser transmitadas aos seus descendentes. De alguma forma, um caráter qualquer adquirido durante sua vida poderia passar à sua prole. E é aí que articulamos com o uso e o desuso. Se durante sua breve existência você desenvolveu muito seus músculos, teoricamente seus filhos também terão essa características, ou seja, serão fortes. Agora, se você usou esteróides, tenho más notícias pra você…

Hoje sabemos que a herança das características adquiridas (também conhecida como herança lamarquiana ou herança “leve”) não ocorre nesse planeta, ao menos a npivel genético. As características que são adquiridas por um indivíduo durante sua existência não podem acessar o material genético das células germinativas e serem propagadas para as gerações seguintes.

Evidentemente, Lamarck não possuia informações que poderiam impedí-lo de cometer esse erro. Nada se sabia sobe hereditariedade. Era plausível na época (e infelizmente para muitas pessoas ainda hoje) que certas características pudessem ser transmitidas dessa forma. O próprio Darwin admitia que a herança das características adquiridas pudesse ocorrer, mesmo porque ele não foi capaz de elaborar uma teoria de herança decente.

Durante muito tempo, grande parte dos naturalistas aceitava a gerança lamarkiana como sendo real. Apenas após os trabalhos de August Weismann com roedores esse tipo de herança acabou sofrendo abalos consideráveis, até ser finalmente sepultado durante a Síntese Moderna.

Necessidade

Talvez o ponto principal do corpo de ideias evolutivas de Lamarck seja o conceito de ortogênese. Segundo esse conceito, existiria alguma força interna em cada organismo que o impeliria a evoluir. Em outras palavras, as espécies “querem” evoluir, “querem” mudar.

Um conceito que acabou influenciando Lamarck e aos seus seguidores, tanto na questão da ortogênese quanto a origem das espécies foi a Scala Naturae ScalaNatuae_Dion de Aristóteles. Segunda essa linha de pensamento, os seres vivos seguiriam uma linha pré-determinada, do organismo mais simples para o o mais complexo (que estranhamente seríamos nós). Desta forma, cada espécie atual estaria mudando, por necessidade, para uma direção pré-definida, ou seja, tornar-se humanos

A ortogênese possui tantos problemas conceituais que fica até difícil começar. Em primeiro lugar, nunca foi demonstrado que tipo de força seria essa, como ela agiria, onde e quando. E como sabemos, a ciência não pode assumir explicações sobrenaturais ou metafísicas (se não sabia disso reclame com seus professores de ciências). Além disso, não há qualquer evidência direta que nos remeta a uma força desse tipo. A aparente perfeição das formas de vida se sustenta apenas à primeira vista. Nunca é demais reforçar: não existe perfeição na natureza.

Origens independentes

No que diz respeito à origem das espécies, Lamarck acreditava que todas elas possuíam origens separadas. Cada espécie atual teria se originado independentemente por geração espontânea. Isso difere radicalmente da ideia darwiniana de origem comum, que será abordada no futuro aqui. Para Lamarck, as espécies são independentes e seguem caminhos paralelos, cada uma delas em uma etapa da evolução pré-determinada.

Aqui mais uma vez vemos a influência da Scala Naturae. Não existem ramificações durante a evolução. Cada espécie segue a sua própria escala, sem interferência das demais.

O que é importante para nós é perdermos aquela visão de “Lamarck errado e Darwin certo” que costuma ser propagada durante o ensino básico. Lamarck tinha muitas ideias, algumas corretas, outras parcialmente corretas e outras errôneas. Contudo, não podemos guilhotiná-lo por isso, uma vez que a ausência dos conhecimentos que temos hoje foi de vital importância para esses erros. Além disso, é bom lembrar que Darwin de certa forma também era um lamarckista, na medida que aceitava (ao menos parcialmente) as ideias de Lamarck.

Então pessoas queridas, e outras nem tanto, por hoje é só. Pra quem teve a paciência de chegar até aqui, semana que vem tem mais Evolução (ou não)

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Eu li: Dragões de Éter: Corações de Neve

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Já faz algum tempo que eu li e resenhei aqui o primeiro livro da série Dragões de Éter, de Raphael Draccon e prometi que falaria também sobre os dois outros livros já lançados. Apesar do pequeno hiato, hoje venho cumprir ao menos metade da promessa e comentar sobre o segundo livro, Corações de Neve. Em sua segundo obra, Raphael Draccon demonstra mais maturidade em sua escrita. Ele continua escrevendo muito bem, contudo aquela veia jocosa está um pouco mais contida o que, ao menos ao meu ver, torna a leitura mais agradável.

A forma com a qual o autor desenrola a história em Corações de Neve é semelhante àquela de Caçadores de Bruxas. São várias perspectivas, de vários personagens, todas acontecendo quase que ao mesmo tempo. Para isso ele alterna os pontos de vista em capítulos curtos que não cansam a leitura. De fato, em Corações de Neve, Raphael trabalha melhor com essa alternância do que em Caçadores de Bruxas, quando por vezes a narrativa ficava um tanto quanto confusa.

Um ponto positivo da primeira obra que se repete nessa é a releitura feita dos tradicionais contos de fadas, desde Branca de Neve e os Sete Anões até Robin Hood. Raphael Draccon não só soube dar uma bela roupagem a essas histórias como também conectá-las em um mesmo universo sem parecer forçado. Na maior parte dos casos as conexões soam bem naturais e plausíveis.

Enfim, Dragões de Éter: Corações de Neve é um livro que, ao mesmo tempo que mantém conexões e semelhanças com a obra anterior do autor também apresenta diferenças que se não são marcantes, são bastante visíveis. Além disso, importantes conexões de enredo são feitas entre a obra e a sua sequência, Círculos de Chuva. Confesso que gostei do rumo que a narrativa e o estilo tomaram na obra. Corações de Neve é uma boa obra.

Nota: 7,5

As vezes penso se não é pretensão demais a minha dar notas aos livros e filmes que vejo…

Bem, eu sou pretensioso mesmo, nada mais natural. As notas permanecem, até segunda ordem. Até a próxima!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Feliz 2012!

Eu nunca escondi o fato de que não gosto muito de postar coisas aqui referentes ao meu cotidiano. Ter um dário virtual de meus passo nunca foi o objetivo desse espaço (mesmo porque diários são coisas de menininhas). Entrtanto, achei de bom tom escrever algo aqui para desejar um bom ano novo aos meus leitores e fingir que me importo com vocês.
Desejo a todos os que lerem essas linhas que tenham um bom 2012. Que esse ano que começa seja infinitamente superior ao que passou. Que possamos aprender com os nossos erros, com os erros de outrem também e que cresçamos como seres humanos (ou chimpanzés, elfos, lobisomens, tons de azul super-inteligentes – não tenho preconceitos).
Eu particularmente gostaria que as pessoas fossem mais confiáveis, mais lógicas e coerentes. Como isso é meio difícil me contentaria com objetivos mais realistas, como a paz no mundo e a extinção da pobreza.
Brincadeiras (ou não) à parte, que possamos crescer como sociedade e que tenhamos reais melhorias nesse país (não aquilo que temos no últimos anos). Não se esqueçam que temos eleições, e nada melhor que começarmos a melhorar como cidadãos e eleitores pensando antes de votarmos.
Por fim, para encerrar essa postagem despropositada e sem sentido, brindo-os com links relevantes e que me fazem ter esperanças cada vez mais crescentes na espécie humana (ah a ironia…)
“Teorias” sobre o fim do mundo
“O mundo não vai acabar, mas acreditamos em outras tolices”
Mais fim do mundo – vale muito a pena ler os comentários desse site – sério, risadas garantidas
Místicos prevêm o fim do mundo
É isso apes, feliz 2012 à todos