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domingo, 9 de março de 2014

Eu li: O Caminho Jedi

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A literatura é mesmo uma coisa fantástica. No universo dos livros encontramos de tudo, de histórias de ficção e fantasia até gastronomia e auto-ajuda. Recentemente adquiri uma obra que a princípio parece despretenciosa, mas que para um fã de cinema acaba sendo uma preciosidade. O Caminho Jedi faz parte do Universo Extendido da série e traz informações valiosas para quem quer entender melhor o funcionamento do universo criado por  George Lucas.

Usando o manual, o aspirante a Jedi poderia pautar sua carreira  desde o período como mero iniciado até Cavaleiro e Mestre Jedi, passando pela etapa de Padawan. Recrutamento, treinamento, classes, são algumas das informações que podemos encontrar.

Talvez a principal sacada dessa obra sejam os comentários que podemos encontrar. Diversos Jedi utilizaram a obra, a qual era passada de mestre a Padawan, cada qual adicionando comentários à sua vontade. Assim, podemos ler as observações de Yoda, Dookan, Anakin e  Luke Skywalker, dentre outros. Os fãs da série podem identificar as nuances de personalidade de cada um apenas lendo esses comentários.

Caminho Jedi é, em resumo, um livro para fãs. Não possui muitos mérito literários em si, mas constitui-se fonte importante para quem quer aumentar sua imersão no universo Star Wars.

Nota 9 (fã) e 5 (restante)

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Expectativas para 2012: Cinema

O ano de 2012 será um dos melhores anos para o público nerd, no que diz respeito ao cinema. Alguns dos lançamentos prometidos para esse ano são filmes extremamente esperados por mim e por muitos. Vamos conhecer alguns que eu certamente verei e outros que eu passarei longe


O Hobbit – Uma Jornada Inesperada
(The Hobbit: An Unexpected Journey)
Direção: Peter Jackson


Petert Jackson nos levará novamente à Terra Média nesse que é o primeiro filme de dois que contará a história do Hobbit, primeiro livro de Tolkien. Aqui mesmo no Cyanocorax escrevi uma pequena resenha sobre a obra (clique aqui), leitura obrigatória para qualquer nerd de verdade (o livro, não minha resenha). Pessoalmente, espero que o filme retire um pouco do ar infantil (afinal, O Hobbit foi escrito para crianças) do livro e faça valer a safadez a tática de produzir dois filmes para um livro contando a história toda.




Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge
Batman – The Dark Knight Rises
Direção: Christopher Nolan


Christopher Nolan salvou os filmes de super-heróis com sua franquia do homem-morcego. Tanto Batman Begins quanto o The Dark Knight são filmes densos e que ajudam a retirar aquele estigma de filmes para crianças que ainda existe para filmes do gênero. Espero bastante dessa continuação.




O Espetacular Homem-Aranha
The Amazing Spider-Man
Direção: Marc Webb


Aguardo esse filme com certo receio. Achei prematura a ideia de rebootar o universo do cabeça de teia tão cedo, mesmo entendendo que Homem-Aranha 3 foi um total fiasco. Eu sempre gostei da cara de perdedor do Tobey Maguire como Peter Parker, e fico receoso com o ar “descolado” que Marc Webb quer dar ao nerd-padrão Parker. Bem, esperemos, pois pior que Lanterna Verde este filme não pode ser.




MIB – Homens de Preto 3
MIB III
Direção: Barry Sonnenfeld


Mens in Black é uma das franquias mais legais que eu assiti, em especial o primeiro filme. Espero que esse filme não sofra com a maldição da trilogia e seja um fiasco total como foram Homem Aranha e X-men 3.




Os Vingadores
The Avengers
Direção: Joss Whedon


Ver os maiores heróis da Terra juntos em película é o maior sonho de qualquer fã de quadrinhos. Esse ano poderemos ver a Liga da Justiça Genérica da Marvel Os Vingadores combatendo ameaças juntos no cinema. O filme, por si só, já fale a entrada. Estou confiante que a história seja razoável e tenhamos algo lém das cenas de ação.




Fúria de Titãs 2
Wrath of the Titans 2
Direção: Jonathan Liebesman


O primeiro Fúria de Titãs foi um filme meia-boca. Apesar do grande apelo visual (isso é inegável) a hitória não empolgou. Quando li a sinopse da continuação resolvi que assistiria para ver. Espero que o foco não seja simplesmente porrada (que é importante é claro) mas que os personagens e história sejam melhor abordados.




O Vingador do Futuro
Total Recall
Direção: Len Wiseman


Em 1990 foi lançado Total Recall que, inexplicávelmente, ficou conhecido no Brasil como O Vingador do Futuro. Estrelado por Arnold Schwarzenegger (sim, eu tive que colocar no Google pra escrever o neome corretamente), conta a história de Doug Quaid, um homem que descobre uma conspiração de uma companhia mineradora de Marte, que envolve ele mesmo. Tudo isso, obviamente no futuro. Confesso que estou curioso para ver esse remake, de um dos filmes que eu mais gostei de ver na minha infância.
Como não encontrei nenhum trailer do remake, vai aqui um do original.




Os Mercenários 2
The Expendables 2
Direção: Sylvester Stallone


Os Mercenários é um filme de porrada. É aquele filme que você desliga o cérebro e só se diverte. Unindo todos os maiores nomes do cinema de porrada dos anos oitenta, Os Mercenários 2 é presença obrigatória no cinema.
Torcer para que a presença de Chuck Norris não acarrete um filme de dez segundos.


Bem povo, por hoje é só. E só para avisar a quem posso estar lendo isso, as minhas postagens aqui serão realizadas sempre nas terças e sábados, salvo exceções.
Saudações!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Eu li: Dragões de Éter: Círculos de Chuva

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Depois de uma grande espera eis que trago alguns comentários sobre o último livro de Raphael Draccon, Dragões de Éter: Círculos de Chuva.

Nessa última obra, penso que o autor perdeu um pouco “a mão” de sua escrita. As tramas paralelas, bem amarradas nas obras anteriores, em especial no segundo livro, perdem em alguns casos a validade aqui. Por vezes são histórias que não acrescentam nada ou quase nada à trama geral, ora são de certa forma soltas demais. Muitos personagens e histórias são inseridos mas não encontram um bom aproveitamento. Creio que isso se deva ou a uma possível continuação planejada pelo autor, a qual reuniria essas pontas soltas, ou  uma possível deterioração da série. Eu particularmente gostaria de ler uma nova obra que, quem sabe, pudesse fechar os arcos ainda abertos.

A prosa do autor continua boa, perfeitamente entendível e fluida. Contudo, fantasmas de interações desnecessárias com o leitor, as quais eu julgava superadas depois de Corações de Neve voltaram a assombrar minha leitura. Apesar disso, as tramas digamos, “principais” seguem de forma coerente durante a maior parte do tempo.

Dito isso, eu não vejo essa obra como um livro ruim. Apenas acredito que a qualidade vista nos dois primeiros livros (e em especial no segundo) tenha decaído nesse terceiro. O que é uma pena, uma vez que alguns personagens inseridos nesta última obra poderiam ser muito bem aproveitados. Se uma continuação for escrita (admito que não sei se será ou não), pode ser que esses arcos e personagens não tão bem aproveitados sejam justificados. Até lá, continuo achando Círculos de Chuva fraco se comparado a Corações de Neve e mesmo Caçadores de Bruxas.

Nota: 6,3

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Eu li: Dragões de Éter: Corações de Neve

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Já faz algum tempo que eu li e resenhei aqui o primeiro livro da série Dragões de Éter, de Raphael Draccon e prometi que falaria também sobre os dois outros livros já lançados. Apesar do pequeno hiato, hoje venho cumprir ao menos metade da promessa e comentar sobre o segundo livro, Corações de Neve. Em sua segundo obra, Raphael Draccon demonstra mais maturidade em sua escrita. Ele continua escrevendo muito bem, contudo aquela veia jocosa está um pouco mais contida o que, ao menos ao meu ver, torna a leitura mais agradável.

A forma com a qual o autor desenrola a história em Corações de Neve é semelhante àquela de Caçadores de Bruxas. São várias perspectivas, de vários personagens, todas acontecendo quase que ao mesmo tempo. Para isso ele alterna os pontos de vista em capítulos curtos que não cansam a leitura. De fato, em Corações de Neve, Raphael trabalha melhor com essa alternância do que em Caçadores de Bruxas, quando por vezes a narrativa ficava um tanto quanto confusa.

Um ponto positivo da primeira obra que se repete nessa é a releitura feita dos tradicionais contos de fadas, desde Branca de Neve e os Sete Anões até Robin Hood. Raphael Draccon não só soube dar uma bela roupagem a essas histórias como também conectá-las em um mesmo universo sem parecer forçado. Na maior parte dos casos as conexões soam bem naturais e plausíveis.

Enfim, Dragões de Éter: Corações de Neve é um livro que, ao mesmo tempo que mantém conexões e semelhanças com a obra anterior do autor também apresenta diferenças que se não são marcantes, são bastante visíveis. Além disso, importantes conexões de enredo são feitas entre a obra e a sua sequência, Círculos de Chuva. Confesso que gostei do rumo que a narrativa e o estilo tomaram na obra. Corações de Neve é uma boa obra.

Nota: 7,5

As vezes penso se não é pretensão demais a minha dar notas aos livros e filmes que vejo…

Bem, eu sou pretensioso mesmo, nada mais natural. As notas permanecem, até segunda ordem. Até a próxima!

domingo, 27 de novembro de 2011

Eu li: Dragões de Éter – Caçadores de Bruxas

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Segunda-feira última recebi em casa o box com os três livros da série “Dragões de Éter”, escritos por Raphael Draccon. Há algum tempo tenho interesse em ler esses livros, em virtude disso aproveitei uma promoção do Submarino de um site da internet com nome de uma embarcação que trafega submersa e adquiri as obras. Como fazia certo tempo que não atualizava o blog, vou escrever as resenhas conforme for terminando as leituras. Por hoje, comentarei o primeiro volume: Caçadores de Bruxas.

De pronto posso dizer que Raphael Draccon escreve de forma peculiar. E esse peculiar, longe de ser depreciativo, é elogioso. Ao narrar a história do ponto de vista de um contador, um popular bardo, Raphael interage com o leitor, como se de fato estivesse conversando com ele em uma taberna qualquer. Raphael Draccon escreve de fato muito bem, poucas vezes em um livro de fantasia tive o prazer de ter uma leitura de linguagem tão fluida. Percebe-se um grande domínio de linguagem por parte do autor, bem como de um vocabulário rico. Contudo, esse recurso (interação com o leitor) pode se tornar cansativo em alguns momentos, como de fato se tornou, ao menos pra mim. Claro, isso não tira o mérito da escrita do autor.

Mas vamos ao livro em si. Caçadores tem como cenário um mundo fantástico denominado Nova Ether, isento de divindades, porém com semideuses extremamente presentes no imaginário dos habitantes. Essa presença é reforçada através das fadas, avatares encarnados dessas semidivindades. O território de Nova Ether é dividido em uma variedade de reinos, com personagens reinventados à partir de contos de fadas poupulares e outros criados com grande influência de elementos “nerds” e da cultura pop em geral. Méritos ao autor por conseguir dar credibilidade à esses personagens. As fábulas de Dragões de Éter são críveis, as personagens tem motivações que um ser humano de fato teria. Atitudes outrora ilógicas, como uma criança vagando por uma floresta desacompanhada (a criança, não a floresta) e velhas solitárias no meio do mato ganham ares muito mais razoáveis no livro.

Em resumo, eu gostei do livro de Raphael Draccon. A narrativa diferente, aliada à boa ambientação dos cenários e das histórias faz desse primeiro livro da série bastante interessante. Fico feliz por autores brasileiros estarem aos poucos conseguindo publicar livros nesse setor de fantasia.

Nota: 7

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Eu li: Filhos do Éden: Herdeiros de Atlântida

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Em seu segundo livro, Eduardo Spohr volta ao universo dos anjos, contando a história de Kaira, uma ishim (casta de anjos que controlam os elementos naturais) perdida na Terra. Dois anjos são destacados para procura-la a ao querubim que a protegia, o ofanim Levih e o querubim Urakin. Grande parte da trama se passa contando como a dupla encontra a ishim e tenta fazê-la recordar de sua condição angelical e da missão a ela delegada pelo arcanjo Gabriel. Em sua contendam contam com a ajuda do querubim exilado Denyel, que abandona as hostes de Miguel para “passar” para o lado dos rebeldes.

Herdeiros de Atlântida é o primeiro livro de uma série que segundo o autor vai mostrar a guerra civil entre os dois irmãos (Miguel e Gabriel) sob um ponto de vista diferente, o dos capitães, anjos subalternos na disputa. E de fato, Herdeiros é uma obra distinta de A Batalha, sob muitos aspectos. Nessa crítica vou me concentrar nas semelhanças e diferenças entre essas duas obras que eu pude (com minha costumeira visão questionável) observar.

Personagens: Em A Batalha temos um personagem principal que é literalmente o esteriótipo do herói (e vivam os clichês). Ablon é o cara que tem moral ilibada e resolve tudo (em geral na porrada mesmo). Já Denyel é o oposto, o clássico anti-herói. Sabe aquele cara sacana que, mesmo quando faz o que é certo, usa os meios mais socialmente escusos? Então, é ele. Essa faceta da personalidade do anjo é tão explorada que chega a irritar em alguns momentos. Provavelmente Eduardo tentou afastar ao máximo seus dois personagens, contrapondo ao máximo as personalidades de Denyel e Ablon (que por sinal faz uma ponta).

Narrativa: Muito embora seja um pouco mais linear que seu antecessor, Herdeiros recorre também a flashbacks para explicar certos pontos da trama, mas principalmente para conectá-los. A narrativa é mais fluida que em A Batalha, a leitura fica mais rápida e mais fácil de digerir (talvez até demais).

Batalhas: Em Herdeiros, as batalhas são talvez menos técnicas se comparadas às batalhas solos de Ablon, mas nem por isso menos interessantes. Elas em geral se passam com menos combatentes, não vemos grandes exércitos. A cena que mais se assemelha a uma guerra é aquela na qual Urakin e Denyel enfrentam os demônios em Athea.

Previsibilidade: Não sei se o problema é comigo, mas em certos momentos achei que o livro caiu um pouco na previsibilidade. Por exemplo, sobre a real natureza do Zablon, guarda-costas de Kaira, depois que eles o encontram, ou do papel do Arcanjo Rafael ao quase término do livro.

Referências: Um ponto bem legal do livro são as referências que o autor faz com o sua obra anterior. Talvez a mais legal seja quando os anjos estão navegando pela Via Atlântica e Denyel explica seu funcionamento comentando logo depois sobre um caminho parecido criado pelos babilônicos. É uma referência à Via Secreta, tomada por Ablon e Flor de Leste quando atravessaram o Deserto da Arábia. Outra referência bem bacana (essa não relacionada ao A Batalha) é ao folclore brasileiro. Quanto Kaira e Denyel chegam ao vértice na Amazônia se deparam com criaturas do nosso folclore, como seres semelhantes ao Curupira, com os pés voltados pra trás e tudo.

História paralela: Ao mesmo tempo que trabalha seus personagens centrais, Eduardo Spohr apresenta um outro, O Primeiro Anjo, já antevendo as continuações.

Resumindo, Herdeiros é um livro bem legal, que difere bastante de A Batalha, tanto na forma como lida com os personagens quanto no estilo. É muito mais um livro de ação, aventura do que um épico. A meu ver, Eduardo Spohr conseguiu expandir seu universo e deu mais pano de fundo pra próximos livros, ao evitar cair em uma continuação pura e simples de sua primeira obra. Aliás, para quem ainda não teve a oportunidade de ler A Batalha do Apocalipse, pode ler Herdeiros de Atlântida sem medo, são obras complementares. Resumindo, Filhos do Edén: Herdeiros de Atlântida é um bom livro, fale a leitura

Nota: 7

Para ler a resenha de A Batalha do Apocalipse clique aqui

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Eu vi: Planeta dos Macacos: a Origem

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Os últimos filmes que tive o prazer de ver e comentar aqui nesse espaço despertaram minha atenção por serem adaptações de personagens de quadrinhos,  inegáveis fontes de atenção para um nerd como eu. Tanto Thor quanto Capitão América foram boas produções, longe de serem espetaculares, mas que cumpriram bem seus papéis. Planeta dos Macacos: a Origem também despertou meu lado nerd, e eu não pude deixar de assistir.

Antes de mais nada, devo dizer que Planeta… é um bom filme. Contudo, foi uma obra que despertou em mim o biólogo chato (eu avisei no último post que isso acontecia). Vou dividir essa crítica em duas partes, na primeira vou comentar os pontos positivos do longa e na segunda, irei colocar aqueles que em minha opinião deixaram a desejar.Planeta-dos-Macacos-A-Origem

Em termos gerais, a história é bem contada e os atores não comprometem. O personagem principal é Caesar, um  chimpanzé filho de uma chimpanzé (não me diga) que sofreu experimentos com uma droga viral, o ALZ112. A droga dá a Caesar uma inteligência muito superior a de um chimpanzé, o que o torna capaz de resolver problemas extremamente complexos rapidamente. A forma com a qual Caesar lida com sua grande capacidade intelectual é emblemática. Sabe-se que chimpanzés são seres extremamente inventivos e inteligentes, capazes de, entre outras coisas, aprender formas de linguagem humanas rapidamente, através da linguagem de sinais. Chimpanzés que vivem entre humanos tendem a se considerar também humanos, não chimpanzés. O que dizer então de um animal com inteligência superior a de qualquer um de sua espécie, e mesmo a de qualquer humano? O filme acerta ao mostrar Caesar como um animal extremamente confuso, sem saber onde se insere no mundo. Além disso, a forma como ele utiliza suas capacidades é a forma com a qual eu esperaria que um chimpanzé agisse se as tivesse. Devemos lembrar que a semelhança entre as duas espécies de macaco (nós e eles) é muito grande. Caesar é feito através de computação gráfica, a partir dos movimentos de Andy Serkis, o mesmo ator que fez, entre outros papéis, King Kong na adaptação de Peter Jackson e Gollum na trilogia O Senhor dos Anéis. Qualquer um que assiste o filme percebe na hora esse truque tecnológico, não por que ele seja ruim, mas sim em virtude da expressão detalhada que o ator empresta ao personagem. Grande atuação (como sempre aliás) de Serkis. A película também acerta ao demonstrar certos comportamentos que de fato eperamos ver em primatas como os antropóides, como a hierarquia social que observamos entre os chimpazés cativos no abrigo.

Entretando, o filme deu algumas pisadas na bola. Em primeiro lugar, eu desde o início questionei a decisão de criar uma “origem” para a sociedade de macacos não-humanos que observamos nos outros filmes, quando essa origem já existia. Nas histórias originais, o primeiro chimpanzé “esperto” nada mais é do que o filho de Zira e Cornelius, também chamado César, que veio ao passado com os pais. Cornelius ainda havia relatado que os macacos passaram a ser utilizados como animais de estimação após uma epidemia que havia exterminado todos os cães e gatos. Cansados de serem escravizados, os símios se rebelaram (através de um indivíduo chamado César) e reverteram a situação. Por causa dessas origens confusas a mitologia dos filmes sempre foi um enorme balaio de gatos e esse novo filme veio apenas para confundir ainda mais a história toda. Acho que a única opção que nos resta é “começar de novo”, considerar esse filme como não tendo qualquer conexão com os outros da série.

Algumas considerações de Biólogo chato podem ser feitas pra esse filme. Quando o cientista Will Rodman (James Franco) administra o medicamento experimental em seu pai, este sofre uma regeneração praticamente instantânea em seus neurônios, de um dia para outro foi “curado” do Mal de Alzheimer. Em contrapartida, seu sistema imune demora vários anos para produzir anticorpos contra os vírus do medicamento e rejeitá-los. Mas o que me entristeceu mais, muito embora eu soubesse que aconteceria, é ver Caesar falando. Podem me chamar de chato mas é simplesmente impossível para um chimpanzé, por mais inteligente que ele seja, articular palavras como nós, o seu aparato fonador é incapaz disso. E antes que me apontem, eu sei que é apenas um filme, e também sei que os macacos não-humanos da série original falavam. Mas é inevitável não gostar afinal, a proposta do filme era dar uma origem mais atual, científica para a história toda, e acabaram pisando na bola nesse sentido.

Apesar dos pontos negativos, o filme prende bem o espectador, com ação na medida certa e atuações que não comprometem. Valeu o ingresso.

Nota: 7

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Eu li: A Batalha do Apocalipse

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Recentemente tive a satisfação de adquirir uma nova obra para meu acervo, A Batalha do Apocalipse, de Eduardo Spohr. Gosto de livros ficcionais e fantásticos, e uma vez que ouvi coisas muito boas sobre esse em especial não pude deixar de conferir. E antes de mais nada posso dizer que Eduardo Spohr concebeu um ótimo livro. A Batalha do Apocalipse, longe de ser um livro com uma temática inédita, é uma obra que fala muito bem sobre um assunto que já foi extensivamente falado em outras mídias e mesmo em livros – a relação de anjos e humanos.

O personagem principal da trama, Ablon – um querubim exilado, é um herói clássico. Forte, passa por diversas situações de perigo até chegar à sua batalha final e lutar com seu verdadeiro inimigo, que acaba nem sendo Lúcifer, o Portador da Luz. A personagem feminina principal da trama, Shamira, acaba tento uma relevância muito grande, talvez até maior do que a do próprio Ablon, fugindo um pouco do esteriótipo “mocinha em perigo” costumeiro. Além disso, temos uma ampla gama de personagens secundário que são muito bem descritos. Não vemos aqueles personagens que só servem pra “tapar buraco” na história (a palavra estória é tosca e eu me recuso a utilizá-la). Praticamente todos tem uma relevância e perfis psicológicos distintos.

Um dos grandes méritos da escrita do Eduardo é que suas descrições são precisas na medida certa. A leitura das descrições dos cenários, localidades, é fluente, não chega a ser maçante. Nesse ponto, podemos fazer um contraponto (guardando as devidas proporções é claro) aos livros de Tolkien, que possuem descrições extensas, quase maçantes para a maioria dos leitores. Prefiro isso à escrita infantilizada de O Hobbit, mas a maioria dos leitores se cansa rápido. Nesse ponto, A Batalha do Apocalipse é uma boa pedida. Descreve bem e não cansa. Outro ponto forte é o roteiro. Muitos livros trazem histórias que são quase em sua plenitude, previsíveis. A Batalha do Apocalipse possui partes “previsíveis”? É claro, afinal todo roteiro tem sua evolução natural. Mas existem coisas, fragmentos de história, que repercutem em momentos mais adiantados, quando menos o leitor espera. E Eduardo Spohr faz isso muito bem.

Resumindo, A Batalha do Apocalipse é um ótimo livro, com uma história bem amarrada, um roteiro que nos surpreende, personagens bem elaborados e que prende o leitor. Leitura obrigatória para os nerds.

domingo, 14 de agosto de 2011

Eu vi: Capitão América

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Quando soube que a Marvel iria filmar Capitão América confesso que fiquei apreensivo, afinal nunca achei um personagem com um apelo popular tão grande. É claro que existem aspectos interessantes da personagem, a sua persistência e força de caráter e sua condição de deslocado em nosso tempo são alguns deles. Contudo, minha apreensão com o filme apenas cresceu quando apontaram Chris Evans como Steve Rogers/Capitão América. Afinal, Chris Evans era conhecido por fazer filmes de humor imbecis de humor e que por si só já tem cara de panaca. Evans é conhecido no meio nerd pelo papel de Tocha Humana nos dois filmes mais recentes do Quarteto Fantástico, ocasições nas quais ele interpretou bem o papel do igualmente panaca Johnny Storm. Meu medo era que Chris Evans fosse incapaz de interpretar um papel mais denso, como é o do Capitas. E posso adiantar que Chris Evans foi melhor do que eu esperava. No geral, Capitão América: O Primeiro Vingador é um bom filme. Vou listar aqui alguns pontos fortes e outros nem tanto que eu, com meu ponto de vista doentio, observei.

Pontos Fortes:

Steve Rogers

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A atuação de Chris Evans como Steve Rogers antes de transformar-se em Capitão América foi, surpreendentemente, boa. Evans personificou bem o conceito de perdedor que era Steve Rogers. Fraco, apanhava de todo mundo, mas era um cara persistente. Depois de tentar se alistar no exercíto e ir a guerra trocentas vezes, sempre sendo recusado por ser fraco, Steve foi escolhido para ser voluntário no Projeto Renascimento, que visava produzir um exército de super soldados. Rogers foi escolhido exatamente por sua força de caráter.

História bem amarrada

O roteiro de Capitão América é bem amarrado, à semelhança de Thor. Apesar do ritmo ser um pouco corrido (o que é compreensível, dada a quantidade de tempo que se passou), não vemos furos na história. Mesmo quem não conhece a mitologia do personagem consegue compreender a história.

Boa ambientação

Algo que eu achei interessante nessa película foi a ambientação da segunda guerra. Desde vestuário até os aparelhos tecnológicos (mostradores digitais pra que?), tudo remete a algo antiquado.

Universo Marvel

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Desde os filmes do Homem de Ferro, a Marvel vem tentando unificar o seu universo cinemátográfico. No Filme do Bandeiroso vemos muito disso. Além da cena final e da cena pós-créditos que estão aí exatamente pra isso, vemos conexão com o Filme do Thor, através do Cubo Cósmico.

Pontos Fracos

Filme de Guerra?

Quem esperava cenas de guerra no filme do Capitão se decepcionou. Praticamente não existem cenas de guerra, toda a ação que o Capitão toma na linha de frente acaba sendo ou suprimida ou muito resumida. Mesmo as cenas de ação decepcionam um pouco, um Capitão América meio burocrático lutando.

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Personagens mal aproveitados

Alguns personagens não são aproveitados na trama como poderiam. O Comando Selvagem por exemplo. Não se fala muito sobre suas qualidades, quem eles são. Quem assiste o filme tem a impressão que eles são apenas “os carinhas que foram salvos”.

Resumindo, Capitão América é um bom filme? Sim, mas não é um filme espetacular. Digamos que é um filme padrão Marvel, bem executado. Beira a média, sem atuções excepcionais, nem grandes diálogos, porém não compromete. Creio que seja uma boa introdução aos Vingadores, para ano que vem,

Nota: 7