Mostrando postagens com marcador cultura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cultura. Mostrar todas as postagens

domingo, 9 de março de 2014

Eu li: O Caminho Jedi

livro_QsbHS9

A literatura é mesmo uma coisa fantástica. No universo dos livros encontramos de tudo, de histórias de ficção e fantasia até gastronomia e auto-ajuda. Recentemente adquiri uma obra que a princípio parece despretenciosa, mas que para um fã de cinema acaba sendo uma preciosidade. O Caminho Jedi faz parte do Universo Extendido da série e traz informações valiosas para quem quer entender melhor o funcionamento do universo criado por  George Lucas.

Usando o manual, o aspirante a Jedi poderia pautar sua carreira  desde o período como mero iniciado até Cavaleiro e Mestre Jedi, passando pela etapa de Padawan. Recrutamento, treinamento, classes, são algumas das informações que podemos encontrar.

Talvez a principal sacada dessa obra sejam os comentários que podemos encontrar. Diversos Jedi utilizaram a obra, a qual era passada de mestre a Padawan, cada qual adicionando comentários à sua vontade. Assim, podemos ler as observações de Yoda, Dookan, Anakin e  Luke Skywalker, dentre outros. Os fãs da série podem identificar as nuances de personalidade de cada um apenas lendo esses comentários.

Caminho Jedi é, em resumo, um livro para fãs. Não possui muitos mérito literários em si, mas constitui-se fonte importante para quem quer aumentar sua imersão no universo Star Wars.

Nota 9 (fã) e 5 (restante)

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Sexta Rock - Reborn

Tenho andado ausente deste espaço nos últimos tempos, sei bem disso. Para retomar minhas postagens com o pé direito, nada melhor do que ressucitar a seção de maior continuidade que eu já tive nesse blog, a Sexta Rock. Selecionei cinco canções, das mais clássicas, das bandas mais clássicas que já tivemos o prazer de compartilhar o planeta. Nada de comentários, hoje vamos apenas curtir o gênero musical mais influente e mais importante de todos os tempos. Essa postagem será curta, mas à partir de semana que vem retomarei a seção com a numeração antiga. Além disso teremos mais novidades semanais. Let’s Rock!

1. Led Zeppelin – Kashmir

2. Black Sabbath – Heaven and Hell

3. Deep Purple – Burn

4. AC/DC – Let There Be Rock

5. Rush – Tom Sawyer

domingo, 15 de abril de 2012

Eu vi: A Mulher de Preto

a-mulher-de-preto

Recentemente fui ao cinema assistir um filme denominado “A Mulher de Preto”. Quem me conhece sabe que esse gênero de filme não me atrai muito e foi com desconfiança que fui assistí-lo. Afinal, um filme que tem como principal chamariz a presença do Harry Potter não pode ser boa coisa. A boa notícia é que A Mulher de Preto não é tão ruim. A má está implícita.

Pense em um filme de terror clássico. Esse mesmo, aquele que tem cenas de “mini-sustos” a todo momento. Aquele que um cara (contador, advogado ou algo do gênero) da cidade grande vai pra cidadezinha e entra em um casarão/castelo mal assombrado. Esse, basicamente, é o plot do filme. Em nenhum momento o longa chega a surpreender. Até a clássica cena do “susto no espelho” está presente. Fora isso, vemos uma atuação esforçada, mas pouco inspirada de Daniel Radcliffe, tentando perder o rótulo de Harry Potter. Não chega a ser uma atuação ruim, mas não salva o filme como um todo

A Mulher de Preto não é um filme ruim. É apenas um filme previsível

Nota: 5

É isso aí mamíferos até a próxima

P.S: Sim eu sei, esse post foi ridiculamente curto. É porque eu estou com muita preguiça pouco tempo para escrever. Próximos posts serão ainda mais curtos mais elaborados, prometo.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Expectativas para 2012: Cinema

O ano de 2012 será um dos melhores anos para o público nerd, no que diz respeito ao cinema. Alguns dos lançamentos prometidos para esse ano são filmes extremamente esperados por mim e por muitos. Vamos conhecer alguns que eu certamente verei e outros que eu passarei longe


O Hobbit – Uma Jornada Inesperada
(The Hobbit: An Unexpected Journey)
Direção: Peter Jackson


Petert Jackson nos levará novamente à Terra Média nesse que é o primeiro filme de dois que contará a história do Hobbit, primeiro livro de Tolkien. Aqui mesmo no Cyanocorax escrevi uma pequena resenha sobre a obra (clique aqui), leitura obrigatória para qualquer nerd de verdade (o livro, não minha resenha). Pessoalmente, espero que o filme retire um pouco do ar infantil (afinal, O Hobbit foi escrito para crianças) do livro e faça valer a safadez a tática de produzir dois filmes para um livro contando a história toda.




Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge
Batman – The Dark Knight Rises
Direção: Christopher Nolan


Christopher Nolan salvou os filmes de super-heróis com sua franquia do homem-morcego. Tanto Batman Begins quanto o The Dark Knight são filmes densos e que ajudam a retirar aquele estigma de filmes para crianças que ainda existe para filmes do gênero. Espero bastante dessa continuação.




O Espetacular Homem-Aranha
The Amazing Spider-Man
Direção: Marc Webb


Aguardo esse filme com certo receio. Achei prematura a ideia de rebootar o universo do cabeça de teia tão cedo, mesmo entendendo que Homem-Aranha 3 foi um total fiasco. Eu sempre gostei da cara de perdedor do Tobey Maguire como Peter Parker, e fico receoso com o ar “descolado” que Marc Webb quer dar ao nerd-padrão Parker. Bem, esperemos, pois pior que Lanterna Verde este filme não pode ser.




MIB – Homens de Preto 3
MIB III
Direção: Barry Sonnenfeld


Mens in Black é uma das franquias mais legais que eu assiti, em especial o primeiro filme. Espero que esse filme não sofra com a maldição da trilogia e seja um fiasco total como foram Homem Aranha e X-men 3.




Os Vingadores
The Avengers
Direção: Joss Whedon


Ver os maiores heróis da Terra juntos em película é o maior sonho de qualquer fã de quadrinhos. Esse ano poderemos ver a Liga da Justiça Genérica da Marvel Os Vingadores combatendo ameaças juntos no cinema. O filme, por si só, já fale a entrada. Estou confiante que a história seja razoável e tenhamos algo lém das cenas de ação.




Fúria de Titãs 2
Wrath of the Titans 2
Direção: Jonathan Liebesman


O primeiro Fúria de Titãs foi um filme meia-boca. Apesar do grande apelo visual (isso é inegável) a hitória não empolgou. Quando li a sinopse da continuação resolvi que assistiria para ver. Espero que o foco não seja simplesmente porrada (que é importante é claro) mas que os personagens e história sejam melhor abordados.




O Vingador do Futuro
Total Recall
Direção: Len Wiseman


Em 1990 foi lançado Total Recall que, inexplicávelmente, ficou conhecido no Brasil como O Vingador do Futuro. Estrelado por Arnold Schwarzenegger (sim, eu tive que colocar no Google pra escrever o neome corretamente), conta a história de Doug Quaid, um homem que descobre uma conspiração de uma companhia mineradora de Marte, que envolve ele mesmo. Tudo isso, obviamente no futuro. Confesso que estou curioso para ver esse remake, de um dos filmes que eu mais gostei de ver na minha infância.
Como não encontrei nenhum trailer do remake, vai aqui um do original.




Os Mercenários 2
The Expendables 2
Direção: Sylvester Stallone


Os Mercenários é um filme de porrada. É aquele filme que você desliga o cérebro e só se diverte. Unindo todos os maiores nomes do cinema de porrada dos anos oitenta, Os Mercenários 2 é presença obrigatória no cinema.
Torcer para que a presença de Chuck Norris não acarrete um filme de dez segundos.


Bem povo, por hoje é só. E só para avisar a quem posso estar lendo isso, as minhas postagens aqui serão realizadas sempre nas terças e sábados, salvo exceções.
Saudações!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Eu Li: Drácula, o Vampiro da Noite

Dracula Vampiro Noite

Essa Resenha tem spoilers, então cuidado!

Em 1897, Bram Stoker publicou aquele que seria o romance sobre vampiros mais famoso (e mais importante) da história. Esqueça Blade, esqueça Lestat. o vampiro mais importante da ficção (não que vampiros existam de fato, pelo menos vampiros humanos)  é e será sempre o Conde Drácula. Esse mês tomei vergonha na cara e decidi ler esse livro, talvez o maior clássico dos livros de terror.

Drácula não foi o primeiro e nem será o último dos livros com temática de vampiros. Tecnicamente, lendas sobre vampiros remontam o século XVII. Então o que o torna especial em relação a todas as outras obras vampirescas? Drácula é um livro que possui uma narrativa interessante,, que traz o ponto de vista dos diferentes personagens de forma alternada. Os capítulos são escritos sob a forma de fragmentos dos diários e relatos cotidianos de alguns deles, o que acaba favoracendo a fluidez da leitura e nos permitindo conhecer melhor os apectos psicológicos de cada um.

Alguns personagens de Stoker permeiam imaginário popular ainda hoje. O mais conhecido é evidentemente o personagem título, Conde Drácula, o assim dizer “vampiro-padrão”. Drácula (supostamente baseado em uma figura real) era um conde que habitava os ermos da Transilvânia e que decide mudar-se para a efervescente Londres. Muitos dos poderes e fraquezas clássicos de um vampiro ocorrem em Drácula. Ele não possui imagem especular, não tolera alho, bebe sangue, pode se transmutar entre outros. Virtualmente todos os vampiros que surgiram posteriormente na literatura se inspiraram na figura do Conde.

Outra figura conhecida é a de Van Helsing. Ao contrário do que a maioria deve pensar, Van Helsig não era o Wolverine caçador de vampiros que apareceu recentemente em Hollywood. Na trama de Bram Stoker, o Professor Van Helsing é um homem de certa idade, médico e que estuda doenças obscuras, nutrindo especial interesse por vampirismo. É ele quem detecta os sintomas do vampirismo em Lucy Westenra e quem ensina como repelir e matar vampiros.

É claro que a obra não é perfeita; Posso destacar aqui dois pontos que não me agradaram de todo. No geral, esperava um pouco mais de ação, em especial na cena final com a morte do Conde. A forma com a qual os conflitos (esse em especial)são resolvidos no livro poderia, a meu ver, ser melhor levada. Claro, o romance não é de ação, então isso é relevado de certa forma. Outra crítica é quanto a certa ingenuidade das personagens em alguns momentos. Quando Mina Harker começa a ser parasitada por Drácula, apresenta todos os sinais que a sua própria amiga Lucy havia apresentado antes, no entanto, nenhum dos homens que convivem com ela é capaz de perceber essa condição, nem seu marido. A própria Mina não consegue identificar seu estado, mesmo ela tendo dois furos no pescoço. O que parece, é que o autor dotou os personagens e uma certa “falta de atenção” nesses momentos para facilitar o desenvolvimento da trama.

No geral, posso dizer que Drácula, o Vampiro da Noite, de Bram Stoker é um livro muito bom. Uma obra que definiu toda a mitologia popular sobre vampiros e criou personagens até hojé icônicos na cultura pop. Se você gosta de vampiros (eu disse vampiros, não fadas) e nunca leu esse livro, está totalmente defasado, corra atrás imdiatamente.

Nota: 8,5

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Cyano citações #5

O que fazer quando não sabe o que escrever em um blog? Escreva sobre citações de outras pessoas! É por esse motivo que mais uma vez venho neste espaço discorrer de forma doentia sobre delírios (ou não) de outras pessoas.

Se eu vi mais longe, foi por estar de pé sobre ombros de gigantes.

Isaac Newton

Todo mundo já ouviu ou leu essa frase em algum lugar. É boa para nos lembrar que tudo que sabemos vem de alguém que pensou naquilo antes de nós.

Para ser um bom observador é preciso ser um bom teórico.

Charles Darwin

Darwin foi um dos maiores observadores (quiçá o maior) da história da Ciência. É evidente (e o próprio Darwin é prova disso) que de nada adianta observar os fatos certos no momento certo se você não é capaz de conectá-los e explicá-los de forma coerente.

É por isso que se mandam as crianças à escola: não tanto para que aprendam alguma coisa, mas para que se habituem a estar calmas e sentadas e a cumprir escrupulosamente o que se lhes ordena, de modo que depois não pensem mesmo que têm de pôr em prática as suas ideias.

Emmanuel Kant

Triste realidade. No Brasil, especificamente, a escola só se presta a ajudar a melhorar indicadores (através de provas pífias como a do ENEM, Prova Brasil e outras nas quais os alunos ainda vão mal) e a fazer propaganda pseudoesquerdista.

Torna-te aquilo que és.

Friedrich Nietszche

Esse é um grande conselho. Ao menos que seu verdadeiro eu seja o de um político assassino ou ladrão.

O homem nunca sabe do que é capaz, até que o tenta.

Charles Dickens

Em geral eu não gosto da espécie humana. Mas é inegável que, nosso potencial para construir e conquistar coisas é imenso.

É isso primatas, nos vemos no sábado.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Eu li: Dragões de Éter: Círculos de Chuva

C_rculos_de_Chuva_Drag_es_de_ter_Raphael_Draccon_4_

Depois de uma grande espera eis que trago alguns comentários sobre o último livro de Raphael Draccon, Dragões de Éter: Círculos de Chuva.

Nessa última obra, penso que o autor perdeu um pouco “a mão” de sua escrita. As tramas paralelas, bem amarradas nas obras anteriores, em especial no segundo livro, perdem em alguns casos a validade aqui. Por vezes são histórias que não acrescentam nada ou quase nada à trama geral, ora são de certa forma soltas demais. Muitos personagens e histórias são inseridos mas não encontram um bom aproveitamento. Creio que isso se deva ou a uma possível continuação planejada pelo autor, a qual reuniria essas pontas soltas, ou  uma possível deterioração da série. Eu particularmente gostaria de ler uma nova obra que, quem sabe, pudesse fechar os arcos ainda abertos.

A prosa do autor continua boa, perfeitamente entendível e fluida. Contudo, fantasmas de interações desnecessárias com o leitor, as quais eu julgava superadas depois de Corações de Neve voltaram a assombrar minha leitura. Apesar disso, as tramas digamos, “principais” seguem de forma coerente durante a maior parte do tempo.

Dito isso, eu não vejo essa obra como um livro ruim. Apenas acredito que a qualidade vista nos dois primeiros livros (e em especial no segundo) tenha decaído nesse terceiro. O que é uma pena, uma vez que alguns personagens inseridos nesta última obra poderiam ser muito bem aproveitados. Se uma continuação for escrita (admito que não sei se será ou não), pode ser que esses arcos e personagens não tão bem aproveitados sejam justificados. Até lá, continuo achando Círculos de Chuva fraco se comparado a Corações de Neve e mesmo Caçadores de Bruxas.

Nota: 6,3

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Eu li: Dragões de Éter: Corações de Neve

dragoes_eter

Já faz algum tempo que eu li e resenhei aqui o primeiro livro da série Dragões de Éter, de Raphael Draccon e prometi que falaria também sobre os dois outros livros já lançados. Apesar do pequeno hiato, hoje venho cumprir ao menos metade da promessa e comentar sobre o segundo livro, Corações de Neve. Em sua segundo obra, Raphael Draccon demonstra mais maturidade em sua escrita. Ele continua escrevendo muito bem, contudo aquela veia jocosa está um pouco mais contida o que, ao menos ao meu ver, torna a leitura mais agradável.

A forma com a qual o autor desenrola a história em Corações de Neve é semelhante àquela de Caçadores de Bruxas. São várias perspectivas, de vários personagens, todas acontecendo quase que ao mesmo tempo. Para isso ele alterna os pontos de vista em capítulos curtos que não cansam a leitura. De fato, em Corações de Neve, Raphael trabalha melhor com essa alternância do que em Caçadores de Bruxas, quando por vezes a narrativa ficava um tanto quanto confusa.

Um ponto positivo da primeira obra que se repete nessa é a releitura feita dos tradicionais contos de fadas, desde Branca de Neve e os Sete Anões até Robin Hood. Raphael Draccon não só soube dar uma bela roupagem a essas histórias como também conectá-las em um mesmo universo sem parecer forçado. Na maior parte dos casos as conexões soam bem naturais e plausíveis.

Enfim, Dragões de Éter: Corações de Neve é um livro que, ao mesmo tempo que mantém conexões e semelhanças com a obra anterior do autor também apresenta diferenças que se não são marcantes, são bastante visíveis. Além disso, importantes conexões de enredo são feitas entre a obra e a sua sequência, Círculos de Chuva. Confesso que gostei do rumo que a narrativa e o estilo tomaram na obra. Corações de Neve é uma boa obra.

Nota: 7,5

As vezes penso se não é pretensão demais a minha dar notas aos livros e filmes que vejo…

Bem, eu sou pretensioso mesmo, nada mais natural. As notas permanecem, até segunda ordem. Até a próxima!

domingo, 27 de novembro de 2011

Eu li: Dragões de Éter – Caçadores de Bruxas

Ca_adores_de_bruxas

Segunda-feira última recebi em casa o box com os três livros da série “Dragões de Éter”, escritos por Raphael Draccon. Há algum tempo tenho interesse em ler esses livros, em virtude disso aproveitei uma promoção do Submarino de um site da internet com nome de uma embarcação que trafega submersa e adquiri as obras. Como fazia certo tempo que não atualizava o blog, vou escrever as resenhas conforme for terminando as leituras. Por hoje, comentarei o primeiro volume: Caçadores de Bruxas.

De pronto posso dizer que Raphael Draccon escreve de forma peculiar. E esse peculiar, longe de ser depreciativo, é elogioso. Ao narrar a história do ponto de vista de um contador, um popular bardo, Raphael interage com o leitor, como se de fato estivesse conversando com ele em uma taberna qualquer. Raphael Draccon escreve de fato muito bem, poucas vezes em um livro de fantasia tive o prazer de ter uma leitura de linguagem tão fluida. Percebe-se um grande domínio de linguagem por parte do autor, bem como de um vocabulário rico. Contudo, esse recurso (interação com o leitor) pode se tornar cansativo em alguns momentos, como de fato se tornou, ao menos pra mim. Claro, isso não tira o mérito da escrita do autor.

Mas vamos ao livro em si. Caçadores tem como cenário um mundo fantástico denominado Nova Ether, isento de divindades, porém com semideuses extremamente presentes no imaginário dos habitantes. Essa presença é reforçada através das fadas, avatares encarnados dessas semidivindades. O território de Nova Ether é dividido em uma variedade de reinos, com personagens reinventados à partir de contos de fadas poupulares e outros criados com grande influência de elementos “nerds” e da cultura pop em geral. Méritos ao autor por conseguir dar credibilidade à esses personagens. As fábulas de Dragões de Éter são críveis, as personagens tem motivações que um ser humano de fato teria. Atitudes outrora ilógicas, como uma criança vagando por uma floresta desacompanhada (a criança, não a floresta) e velhas solitárias no meio do mato ganham ares muito mais razoáveis no livro.

Em resumo, eu gostei do livro de Raphael Draccon. A narrativa diferente, aliada à boa ambientação dos cenários e das histórias faz desse primeiro livro da série bastante interessante. Fico feliz por autores brasileiros estarem aos poucos conseguindo publicar livros nesse setor de fantasia.

Nota: 7

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Cyano citações #4

Saudações povo.
Depois de muito tempo retomo as atividades no blog, com a promesa de manter uma rotina melhor de postagens. Hoje, retomo as cyano citações, as quais eu particularmente gosto de fazer.
Qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinta de magia.                                                                          
Arthur C. Clarke
Essa frase se traduz no cotidiano como: “Que tipo de bruxaria é essa?”
Não tenho medo da morte. Estive morto por bilhões e bilhões de anos antes de meu nascimento, e isso nunca me causou qualquer inconveniência.                                    
Mark Twain
Ninguém quer morrer simplesmente porque estamos vivos. A partir do momento que estivermos mortos não nos importaremos mais com isso.
A primeira qualidade do estilo é a clareza.             
Aristóteles
Essa frase deveria ser lida por todos aqueles que se aventuram nas Ciências Humanas humanidades
Se o conhecimento traz problemas, não é a ignorância que os resolve.                                                                           
Isaac Asimov
Conhecimento nunca é demais. É melhor conhecer e padecer do que ignorar e viver tranquilo
Que porra é Justin Bieber?                                                
Ozzy Osbourne
Ozzy Osbourne, em uma frase épica. Sem comentários
Até mais mamíferos, ainda essa semana sai um post decente, prometo.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Eu li: Filhos do Éden: Herdeiros de Atlântida

Filhos do Eden

Em seu segundo livro, Eduardo Spohr volta ao universo dos anjos, contando a história de Kaira, uma ishim (casta de anjos que controlam os elementos naturais) perdida na Terra. Dois anjos são destacados para procura-la a ao querubim que a protegia, o ofanim Levih e o querubim Urakin. Grande parte da trama se passa contando como a dupla encontra a ishim e tenta fazê-la recordar de sua condição angelical e da missão a ela delegada pelo arcanjo Gabriel. Em sua contendam contam com a ajuda do querubim exilado Denyel, que abandona as hostes de Miguel para “passar” para o lado dos rebeldes.

Herdeiros de Atlântida é o primeiro livro de uma série que segundo o autor vai mostrar a guerra civil entre os dois irmãos (Miguel e Gabriel) sob um ponto de vista diferente, o dos capitães, anjos subalternos na disputa. E de fato, Herdeiros é uma obra distinta de A Batalha, sob muitos aspectos. Nessa crítica vou me concentrar nas semelhanças e diferenças entre essas duas obras que eu pude (com minha costumeira visão questionável) observar.

Personagens: Em A Batalha temos um personagem principal que é literalmente o esteriótipo do herói (e vivam os clichês). Ablon é o cara que tem moral ilibada e resolve tudo (em geral na porrada mesmo). Já Denyel é o oposto, o clássico anti-herói. Sabe aquele cara sacana que, mesmo quando faz o que é certo, usa os meios mais socialmente escusos? Então, é ele. Essa faceta da personalidade do anjo é tão explorada que chega a irritar em alguns momentos. Provavelmente Eduardo tentou afastar ao máximo seus dois personagens, contrapondo ao máximo as personalidades de Denyel e Ablon (que por sinal faz uma ponta).

Narrativa: Muito embora seja um pouco mais linear que seu antecessor, Herdeiros recorre também a flashbacks para explicar certos pontos da trama, mas principalmente para conectá-los. A narrativa é mais fluida que em A Batalha, a leitura fica mais rápida e mais fácil de digerir (talvez até demais).

Batalhas: Em Herdeiros, as batalhas são talvez menos técnicas se comparadas às batalhas solos de Ablon, mas nem por isso menos interessantes. Elas em geral se passam com menos combatentes, não vemos grandes exércitos. A cena que mais se assemelha a uma guerra é aquela na qual Urakin e Denyel enfrentam os demônios em Athea.

Previsibilidade: Não sei se o problema é comigo, mas em certos momentos achei que o livro caiu um pouco na previsibilidade. Por exemplo, sobre a real natureza do Zablon, guarda-costas de Kaira, depois que eles o encontram, ou do papel do Arcanjo Rafael ao quase término do livro.

Referências: Um ponto bem legal do livro são as referências que o autor faz com o sua obra anterior. Talvez a mais legal seja quando os anjos estão navegando pela Via Atlântica e Denyel explica seu funcionamento comentando logo depois sobre um caminho parecido criado pelos babilônicos. É uma referência à Via Secreta, tomada por Ablon e Flor de Leste quando atravessaram o Deserto da Arábia. Outra referência bem bacana (essa não relacionada ao A Batalha) é ao folclore brasileiro. Quanto Kaira e Denyel chegam ao vértice na Amazônia se deparam com criaturas do nosso folclore, como seres semelhantes ao Curupira, com os pés voltados pra trás e tudo.

História paralela: Ao mesmo tempo que trabalha seus personagens centrais, Eduardo Spohr apresenta um outro, O Primeiro Anjo, já antevendo as continuações.

Resumindo, Herdeiros é um livro bem legal, que difere bastante de A Batalha, tanto na forma como lida com os personagens quanto no estilo. É muito mais um livro de ação, aventura do que um épico. A meu ver, Eduardo Spohr conseguiu expandir seu universo e deu mais pano de fundo pra próximos livros, ao evitar cair em uma continuação pura e simples de sua primeira obra. Aliás, para quem ainda não teve a oportunidade de ler A Batalha do Apocalipse, pode ler Herdeiros de Atlântida sem medo, são obras complementares. Resumindo, Filhos do Edén: Herdeiros de Atlântida é um bom livro, fale a leitura

Nota: 7

Para ler a resenha de A Batalha do Apocalipse clique aqui

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Eu vi: Planeta dos Macacos: a Origem

planeta_dos_macacos_a_origem_legendado

Os últimos filmes que tive o prazer de ver e comentar aqui nesse espaço despertaram minha atenção por serem adaptações de personagens de quadrinhos,  inegáveis fontes de atenção para um nerd como eu. Tanto Thor quanto Capitão América foram boas produções, longe de serem espetaculares, mas que cumpriram bem seus papéis. Planeta dos Macacos: a Origem também despertou meu lado nerd, e eu não pude deixar de assistir.

Antes de mais nada, devo dizer que Planeta… é um bom filme. Contudo, foi uma obra que despertou em mim o biólogo chato (eu avisei no último post que isso acontecia). Vou dividir essa crítica em duas partes, na primeira vou comentar os pontos positivos do longa e na segunda, irei colocar aqueles que em minha opinião deixaram a desejar.Planeta-dos-Macacos-A-Origem

Em termos gerais, a história é bem contada e os atores não comprometem. O personagem principal é Caesar, um  chimpanzé filho de uma chimpanzé (não me diga) que sofreu experimentos com uma droga viral, o ALZ112. A droga dá a Caesar uma inteligência muito superior a de um chimpanzé, o que o torna capaz de resolver problemas extremamente complexos rapidamente. A forma com a qual Caesar lida com sua grande capacidade intelectual é emblemática. Sabe-se que chimpanzés são seres extremamente inventivos e inteligentes, capazes de, entre outras coisas, aprender formas de linguagem humanas rapidamente, através da linguagem de sinais. Chimpanzés que vivem entre humanos tendem a se considerar também humanos, não chimpanzés. O que dizer então de um animal com inteligência superior a de qualquer um de sua espécie, e mesmo a de qualquer humano? O filme acerta ao mostrar Caesar como um animal extremamente confuso, sem saber onde se insere no mundo. Além disso, a forma como ele utiliza suas capacidades é a forma com a qual eu esperaria que um chimpanzé agisse se as tivesse. Devemos lembrar que a semelhança entre as duas espécies de macaco (nós e eles) é muito grande. Caesar é feito através de computação gráfica, a partir dos movimentos de Andy Serkis, o mesmo ator que fez, entre outros papéis, King Kong na adaptação de Peter Jackson e Gollum na trilogia O Senhor dos Anéis. Qualquer um que assiste o filme percebe na hora esse truque tecnológico, não por que ele seja ruim, mas sim em virtude da expressão detalhada que o ator empresta ao personagem. Grande atuação (como sempre aliás) de Serkis. A película também acerta ao demonstrar certos comportamentos que de fato eperamos ver em primatas como os antropóides, como a hierarquia social que observamos entre os chimpazés cativos no abrigo.

Entretando, o filme deu algumas pisadas na bola. Em primeiro lugar, eu desde o início questionei a decisão de criar uma “origem” para a sociedade de macacos não-humanos que observamos nos outros filmes, quando essa origem já existia. Nas histórias originais, o primeiro chimpanzé “esperto” nada mais é do que o filho de Zira e Cornelius, também chamado César, que veio ao passado com os pais. Cornelius ainda havia relatado que os macacos passaram a ser utilizados como animais de estimação após uma epidemia que havia exterminado todos os cães e gatos. Cansados de serem escravizados, os símios se rebelaram (através de um indivíduo chamado César) e reverteram a situação. Por causa dessas origens confusas a mitologia dos filmes sempre foi um enorme balaio de gatos e esse novo filme veio apenas para confundir ainda mais a história toda. Acho que a única opção que nos resta é “começar de novo”, considerar esse filme como não tendo qualquer conexão com os outros da série.

Algumas considerações de Biólogo chato podem ser feitas pra esse filme. Quando o cientista Will Rodman (James Franco) administra o medicamento experimental em seu pai, este sofre uma regeneração praticamente instantânea em seus neurônios, de um dia para outro foi “curado” do Mal de Alzheimer. Em contrapartida, seu sistema imune demora vários anos para produzir anticorpos contra os vírus do medicamento e rejeitá-los. Mas o que me entristeceu mais, muito embora eu soubesse que aconteceria, é ver Caesar falando. Podem me chamar de chato mas é simplesmente impossível para um chimpanzé, por mais inteligente que ele seja, articular palavras como nós, o seu aparato fonador é incapaz disso. E antes que me apontem, eu sei que é apenas um filme, e também sei que os macacos não-humanos da série original falavam. Mas é inevitável não gostar afinal, a proposta do filme era dar uma origem mais atual, científica para a história toda, e acabaram pisando na bola nesse sentido.

Apesar dos pontos negativos, o filme prende bem o espectador, com ação na medida certa e atuações que não comprometem. Valeu o ingresso.

Nota: 7

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Eu li: A Batalha do Apocalipse

a-batalha-do-apocalipse

Recentemente tive a satisfação de adquirir uma nova obra para meu acervo, A Batalha do Apocalipse, de Eduardo Spohr. Gosto de livros ficcionais e fantásticos, e uma vez que ouvi coisas muito boas sobre esse em especial não pude deixar de conferir. E antes de mais nada posso dizer que Eduardo Spohr concebeu um ótimo livro. A Batalha do Apocalipse, longe de ser um livro com uma temática inédita, é uma obra que fala muito bem sobre um assunto que já foi extensivamente falado em outras mídias e mesmo em livros – a relação de anjos e humanos.

O personagem principal da trama, Ablon – um querubim exilado, é um herói clássico. Forte, passa por diversas situações de perigo até chegar à sua batalha final e lutar com seu verdadeiro inimigo, que acaba nem sendo Lúcifer, o Portador da Luz. A personagem feminina principal da trama, Shamira, acaba tento uma relevância muito grande, talvez até maior do que a do próprio Ablon, fugindo um pouco do esteriótipo “mocinha em perigo” costumeiro. Além disso, temos uma ampla gama de personagens secundário que são muito bem descritos. Não vemos aqueles personagens que só servem pra “tapar buraco” na história (a palavra estória é tosca e eu me recuso a utilizá-la). Praticamente todos tem uma relevância e perfis psicológicos distintos.

Um dos grandes méritos da escrita do Eduardo é que suas descrições são precisas na medida certa. A leitura das descrições dos cenários, localidades, é fluente, não chega a ser maçante. Nesse ponto, podemos fazer um contraponto (guardando as devidas proporções é claro) aos livros de Tolkien, que possuem descrições extensas, quase maçantes para a maioria dos leitores. Prefiro isso à escrita infantilizada de O Hobbit, mas a maioria dos leitores se cansa rápido. Nesse ponto, A Batalha do Apocalipse é uma boa pedida. Descreve bem e não cansa. Outro ponto forte é o roteiro. Muitos livros trazem histórias que são quase em sua plenitude, previsíveis. A Batalha do Apocalipse possui partes “previsíveis”? É claro, afinal todo roteiro tem sua evolução natural. Mas existem coisas, fragmentos de história, que repercutem em momentos mais adiantados, quando menos o leitor espera. E Eduardo Spohr faz isso muito bem.

Resumindo, A Batalha do Apocalipse é um ótimo livro, com uma história bem amarrada, um roteiro que nos surpreende, personagens bem elaborados e que prende o leitor. Leitura obrigatória para os nerds.

domingo, 14 de agosto de 2011

Eu vi: Capitão América

235801-capitão-america-2

Quando soube que a Marvel iria filmar Capitão América confesso que fiquei apreensivo, afinal nunca achei um personagem com um apelo popular tão grande. É claro que existem aspectos interessantes da personagem, a sua persistência e força de caráter e sua condição de deslocado em nosso tempo são alguns deles. Contudo, minha apreensão com o filme apenas cresceu quando apontaram Chris Evans como Steve Rogers/Capitão América. Afinal, Chris Evans era conhecido por fazer filmes de humor imbecis de humor e que por si só já tem cara de panaca. Evans é conhecido no meio nerd pelo papel de Tocha Humana nos dois filmes mais recentes do Quarteto Fantástico, ocasições nas quais ele interpretou bem o papel do igualmente panaca Johnny Storm. Meu medo era que Chris Evans fosse incapaz de interpretar um papel mais denso, como é o do Capitas. E posso adiantar que Chris Evans foi melhor do que eu esperava. No geral, Capitão América: O Primeiro Vingador é um bom filme. Vou listar aqui alguns pontos fortes e outros nem tanto que eu, com meu ponto de vista doentio, observei.

Pontos Fortes:

Steve Rogers

skinny-steve-rogers-in-captain-america-first-avenger1

A atuação de Chris Evans como Steve Rogers antes de transformar-se em Capitão América foi, surpreendentemente, boa. Evans personificou bem o conceito de perdedor que era Steve Rogers. Fraco, apanhava de todo mundo, mas era um cara persistente. Depois de tentar se alistar no exercíto e ir a guerra trocentas vezes, sempre sendo recusado por ser fraco, Steve foi escolhido para ser voluntário no Projeto Renascimento, que visava produzir um exército de super soldados. Rogers foi escolhido exatamente por sua força de caráter.

História bem amarrada

O roteiro de Capitão América é bem amarrado, à semelhança de Thor. Apesar do ritmo ser um pouco corrido (o que é compreensível, dada a quantidade de tempo que se passou), não vemos furos na história. Mesmo quem não conhece a mitologia do personagem consegue compreender a história.

Boa ambientação

Algo que eu achei interessante nessa película foi a ambientação da segunda guerra. Desde vestuário até os aparelhos tecnológicos (mostradores digitais pra que?), tudo remete a algo antiquado.

Universo Marvel

Cubo_Cosmico

Desde os filmes do Homem de Ferro, a Marvel vem tentando unificar o seu universo cinemátográfico. No Filme do Bandeiroso vemos muito disso. Além da cena final e da cena pós-créditos que estão aí exatamente pra isso, vemos conexão com o Filme do Thor, através do Cubo Cósmico.

Pontos Fracos

Filme de Guerra?

Quem esperava cenas de guerra no filme do Capitão se decepcionou. Praticamente não existem cenas de guerra, toda a ação que o Capitão toma na linha de frente acaba sendo ou suprimida ou muito resumida. Mesmo as cenas de ação decepcionam um pouco, um Capitão América meio burocrático lutando.

images

Personagens mal aproveitados

Alguns personagens não são aproveitados na trama como poderiam. O Comando Selvagem por exemplo. Não se fala muito sobre suas qualidades, quem eles são. Quem assiste o filme tem a impressão que eles são apenas “os carinhas que foram salvos”.

Resumindo, Capitão América é um bom filme? Sim, mas não é um filme espetacular. Digamos que é um filme padrão Marvel, bem executado. Beira a média, sem atuções excepcionais, nem grandes diálogos, porém não compromete. Creio que seja uma boa introdução aos Vingadores, para ano que vem,

Nota: 7

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Sexta Rock #29. Rock’n’roll tupiniquim "#1. Raul Seixas

Inicio aqui uma série de postagens sobre o rock’n’roll brasileiro. Porém, ao invés de me ater a bandas, quero falar sobre pessoas, artistas que contribuíram para a popularização e desenvolvimento desse gênero musical em terras brasileiras. Quem foram as pessoas que fizeram as melhores canções e melhores albuns? Quais continuam ativas ou não? Tudo isso analizado sob a minha óptica doentia e distorcida.

O primeiro da lista não poderia ser outra pessoa senão o grande Raul Seixas. Alguns podem torcer o nariz (mimimi e a Jovem Guarda, o rock brasileiro não começou lá?). Não podemos desmerecer o valor da música da Jovem Guarda (apesar de ser em grande parte cópia releituras de músicas estrangeiras), tanto que eu até fiz uma postagem sobre a época. Contudo, Raul não é chamado de Pai do Rock Brasileiro por acaso. Foi ele um dos primeiros a trabalhar com o gênero de forma original, inclusive inserindo elementos próprios da nossa herança musical.

Raul Santos Seixas nasceu em Salvador, dia 28 de junho do ano de 1945. Estudante medíocre, possuia grande interesse por música (em especial ao crescente cenário do rock que ia surgindo) por livros e por filosofia, Trabalhava muito bem com as palavas, não apenas na composição musical, mas também criando histórias. Depois de fracassar em seus primeiros passos como músico, Raulzito passou a trabalhar como produtor musical, chegando inclusive a produzir grandes artistas da época. Suas canções foram gravadas por artista de sucesso, como Jerry Adriani.

Seu primeiro albúm de sucesso seria Krig-ha Bandolo! de 1973, que dentre outras canções, trazia Ouro de Tolo e Metamorfose Ambulante. No decorrer de uma carreira de mais de 26 anos, Raul emplacou diversos álbuns e canções clássicas, como o disco Gita de 1974 que vendeu 600000 cópias e cultivou diversas parcerias de sucesso com outros músicos e pseudoescritores escritores, como Marcelo Nova e Paulo Coelho.

No dia 21 de agosto de 1989, Raul Seixas morreu em virtude de uma pancreatite aguda, causada tanto pelo seu alcoolismo quanto pela diabetes. Deixou como legado uma grande produção musical, um rock com a cara do Brasil, não simplesmente uma cópia do que se ouve lá fora. Ainda hoje vemos e ouvimos discos lançados dele, tanto inéditos como coletâneas.

Diversas homenagens a Raulzito já foram feitas, porém, para um músico, não existe homenagem melhor do que aquele “toca Raul” que podemos ouvir em qualquer bar desse país.

OBS: Se você tem menos de quinze anos e é fã de Restart saia do meu blog, preste muita atenção, vai ouvir o que é rock de verdade.

1. Maluco Beleza (Raul Seixas/Claudio Roberto)

Canção que provavelmente mais remete a Raul Seixas e seu estilo próprio. Provavelmente a maioria das pessoas pensam nessa música quando pensam em Raulzito. Foi originalmente gravada no album “O Dia em que a Terra Parou”

2. Mosca na Sopa (Raul Seixas)

Misturando elementos e instrumentos típicos brasileiros, Raul conseguiu criar uma música com sonoridade ímpar. Lançada no album Krig-ha Bandolo! é uma de suas canções mais conhecidas.

3. Tente Outra Vez (Raul Seixas/Paulo Coelho/Marcelo Motta)

Outra música emblemática do Raul. Uma grande ode a perseverança. Canção curta, mas que sempre é lembrada.

4. Medo da Chuva (Raul Seixas/Paulo Coelho)

Talvez essa não seja uma canção tão conhecida, mas é uma das minhas prevferidas. Lançada no album Gita, o mais vendido da carreira de Raul, tem uma letra que faz a gente pensar.

5. Pastor João e a Igreja Invisível (Raul Seixas/Marcelo Nova)

Pastor João e a Igreja Invisível é uma música que (como muitas do Raul) é atual ainda hoje. Em tempos que a religião é fonte de enriquecimento para alguns e empobrecimento e alienação para a maioria, Marcelo Nova e Raulzito imortalizam o cenário em uma canção.

Por ´hoje é só primatas

Que o satélite lhe seja leve!

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Sexta Rock #28 Acústicos

Sempre gostei de versões acústicas de muitas músicas. Acredito que a sonoridade nesses casos seja menos rígida, deixa a música mais solta. Exatamente por isso, achei que já era hora de dedicar uma postagem a esse tipo de música e pra isso selecionei algumas canções que eu gosto na versão acústica. Isso não quer dizer que não aprecio as versões originais, apenas que gosto também de acalmar os ouvidos em certos momentos.

1. Eagles – Hotel California

Algumas bandas produzem músicas tão boas que acabam sendo marcadas para toda a posteridade por elas. Eagles e Hotel California talvez sejam um dos maiores exemplos disso. A letra completamente absurda aliada a beleza dos arranjos dessa versão tornam a música irresistível.

2. Scorpions – Wind of Change

Scorpions talvez seja uma das melhores bandas que eu ouço muito pouco. Acho que todo mundo tem uma ou duas nessa situação. Apesar disso, ocupando uma honrosa posicão nesse post vamos de Wind of Change

3. Aerosmith – Toys in the Attic

Gosto das canções mais antigas do Aerosmith, e gosto basante dessa. A versão acústica não perdeu o ritmo característico da original.

4. Bon Jovi – Livin’ On a Prayer

Os deuses do rock sabem que eu não sou exatamente fã do Bon Jovi. Contudo não nego que muitas músicas da banda são bem legais, como Livin’ On a Prayer.

5. Engenheiros do Hawaii – Mapas do Acaso

Nos idos de 1993 (muito antes do formato acústico virar moda no Brasil) Os Engenheiros do Hawaii lançaram uma album chamado Filmes de Guerra, Canções de Amor, em formato semi-acústico. Mapas do Acaso foi a primeira canção do disco e na minha humilde opinião, um dos pontos mais altos da trajetória da banda.

Pois bem primatas, por hoje é só

Que o satélite lhe seja leve!

sábado, 14 de maio de 2011

Sexta Rock #27 Especial dia das mães

Ontem foi um dia um pouco atribulado para mim e, longe de querer transformar esse blog em um diário de minhas atividades, gostaria de partilhar um pouco dos acontecimentos. Além de todas as atribulações que venho tendo nas últimas semanas, em especial nessa, minha mãe sofreu uma queda e teve uma pequena fratura na televisão no rádio. Eu como filho prstativo que sou a levei ao pronto-socorro e depois de quatro horas saímos, eu alguns gramas mais leve em virtude do jejum de 12 horas, ela com algumas gramas a mais relativas ao gesso. Tirando aborrecimentos extras (como certas ligações de pessoas que não se importam se você está no hospital e poderia estar internado e sem as duas pernas) o processo todo foi tranquilo. Tá mas e o que tem a ver o cu com as calças isso com um post que deveria ser musical? Na verdade eu só queria poder dividir meus problemas com meus amiguinhos Eu pretendia fazer um Sexta Rock em homenagem ao dia das mães, passado no domingo último. Mas Odin é um deus irônico e quis ele que eu não pudesse publicá-lo na sexta em virtude de um acidente com minha própria genitora. Contudo, sou um ser persistente e cumprirei minha meta, muito embora seja no sábado.

Mães, o que falar sobre elas? Fácil, ouça rock. Muitas canções prestam bons tributos às mães, como veremos a seguir. Enjoy!

1. Roger Waters – Mother

Roger Waters é um dos caras que obteve mais sucesso em carreira solo que eu conheço. Sempre com albuns e shows de extrema qualidade. Nesse vídeo, escolhi uma música do Pink Floyd que Waters tocou em um dos melhores shows que já tive o prazer de ver (obviamente eu vi apenas em dvd). Detalhe pra voz maravilhosa de Katie Kisoon.

2. Angra – Mama

Eu sei que já coloquei essa música aqui, mas ela é perfeita (nota mental: perfeição é um conceito platônico – deletar do HD e apagar as dlls) pra esse momento. Assim como a canção anterior, trata de um filho com muitas angústias e que precisa da mãe (por que será que isso é tão recorrente?). Eu gosto do Genesis, mas convenhamos, a versão do Angra é bem mais interessante.

3. Ozzy Osbourne – Mama I’m coming home

Essa música não fala tanto das mães mas sim do cara que quebrou a cara com a mulher (por que será que sinto certa identificação?) e esta voltando pra casa da mãe. Claro, é uma metáfora, sobre o fim de um relacionamento e e como isso afeta um homem. Foda-se é rock’n’roll e é Ozzy!

4. Engenheiros do Hawaii – Terra de Gigantes

Não poderia deixar de citar uma banda nacional aqui. Como de praxe, lhes darei mais uma dose de Engenheiros do Hawaii, com a excelente Terra de Gigantes. Versão do CD ao vivo, 10000 Destinos

Por hoje é só pessoas!

Que o satélite lhes seja leve!